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Por trás da TV digital

Até as recentes restrições à importação de aço pelos americanos podem entrar na barganha.

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h35 - Publicado em 31 mar 2002, 22h00

Fábio Koleski

A disputa é entre tecnologias, mas o que vai contar na hora da escolha da adoção da TV digital no Brasil é a política. “As emissoras que dominam o mercado, como a Globo, querem que a TV digital permita serviços móveis de telecomunicação. Outras emissoras não querem tantos serviços a curto prazo”, diz o diretor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília, Murilo Ramos, um dos maiores especialistas em política de comunicação. “Mas a pressão mais forte vem do exterior. Como há três padrões – o americano, o japonês e o europeu –, indústrias e governos das diferentes regiões estão em conversa com os responsáveis pela decisão”, afirma. Até as recentes restrições à importação de aço pelos americanos podem entrar na barganha. Embora cada padrão tenha vantagens e desvantagens – o japonês, por exemplo, permite mais aplicações móveis, mas está presente em menos países, deixando os produtos mais caros – uma coisa é certa: as imagens vão melhorar.

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