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Preço micros

Um PC pode custar tanto quanto uma casa em boa parte do mundo - Brasil incluído. Veja as melhores iniciativas para levar micros a milhões que não podem nem pensar em ter um.

Alexandre Versignassi e Alexandre Mandl

Laptop do MIT

Preço: Cerca de R$ 200

O que é: Um notebook cheio de componentes baratos, idealizado por cientistas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). A proposta é que governos do terceiro mundo financiem a produção da máquina para distribuí-la entre crianças pobres – você nunca terá esse laptop se não for uma. O objetivo do MIT é que o preço final fique em US$ 100. Só que a versão mais recente dele, em testes, custa US$ 140. Deve chegar em 2007.

Vantagens: É um laptop. Tão fácil de carregar quanto uma lancheira, ele também conta com antenas de longo alcance, que permitem acessar a internet em lugares com pouca estrutura de telecomunicações e, claro, é fofo que só ele.

Ponto fraco: É um laptop. Então usa componentes mais caros que os dos micros de mesa, como tela de cristal líquido.

Foneplus

Preço: Cerca de R$ 200

O que é: Um minicomputador embutido num celular. É só plugar o telefone, que vem com um processador, numa TV e num teclado e pronto: você tem um micro básico. A proposta é da Microsoft, que lançou um protótipo em julho. O aparelho ainda não tem data para entrar no mercado.

Vantagens: Ninguém precisa comprar um pc, só trocar de celular. E existem 2,5 bilhões desses aparelhos no mundo. As TVs também são onipresentes – só no Brasil, está em 87% das casas. Fazer com que do casamento deles saia um micro pode levar a computação a lugares onde ela não chegaria tão cedo.

Ponto fraco: Está longe da realidade. Os melhores celulares de hoje custam tanto quanto um micro e trazem processadores 5 vezes mais lentos.

Ndiyo

Preço: Cerca de R$ 300

O que é: Não se trata de uma máquina popular, mas de um conceito: compartilhar um único pc entre 5 a 10 usuários. Cada um fica com monitor e teclado próprios. Só a capacidade de processamento e memória é compartilhada. O Ndiyo (“sim”, no dialeto suáili) foi criado por um ex-pesquisador da AT&T e está em testes na África.

Vantagens: Não tenta reinventar a roda – usa um recurso que todo pc tem. Mais: os monitores e teclados extras podem vir do “lixo” de países ricos.

Ponto fraco: Os terminais têm de ficar ligados a uma central. Desse jeito, o sistema fica restrito a escolas e centros .