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Satélite IUE: dezoito anos como fotógrafo do cosmo

O satélite fez 100 000 imagens de 9 300 astros, captando a radiação ultravioleta.

Quando o satélite IUE (sigla para Explorador Internacional em Ultravioleta) foi lançado, em setembro de 1978, a expectativa era de que ele se mantivesse em atividade por quatro ou cinco anos. Mas a pequena nave acabou sobrevivendo quase duas décadas. Só agora, ao atingir a maioridade, no dia 30 de setembro passado, suas baterias foram definitivamente desligadas. Durante esses dezoito anos, ele mandou para a Terra 100 000 imagens de 9 300 estrelas, planetas e galáxias, captadas da luz ultravioleta que eles emitem. Essa radiação, invisível aos olhos humanos, é emitida por corpos muito quentes, com temperatura entre 30 000 e 200 000 graus Celsius (compare com os 5 500 graus do Sol). Sobrepondo 80 000 imagens, deu para montar um mapa superpreciso do céu (veja abaixo). Os pontos vermelhos são objetos dentro do sistema solar. Os violeta são corpos dentro da Via Láctea. E os verdes, objetos fora da Galáxia. As duas manchas verdes abaixo, à direita, são as galáxias vizinhas, a Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães. O “traço” vermelho que corta a imagem na diagonal é a eclíptica – o plano onde estão os planetas girando em torno do Sol. O IUE desligou os equipamentos por cortes nas verbas da Nasa e da Agência Espacial Européia, a ESA. Mas astrônomos do mundo todo continuarão trabalhando com o farto material gerado pela missão.

Assim é o Universo, visto em ultravioleta

Este mapa do céu foi montado com 80 000 imagens sobrepostas.

A concentração de pontos violeta mostra o plano da Via Láctea, onde fica a maioria das estrelas.

Os pontos vermelhos são a eclíptica, o caminho dos planetas em torno do Sol.

Pequena Nuvem de Magalhães Grande Nuvem de Magalhães