O maior detector de matéria escura encontrou algo estranho

Cientistas buscam há décadas a matéria escura, a matéria invisível que forma grande parte do nosso Universo. Agora, o maior experimento já feito para encontrá-la identificou um sinal difícil de explicar.

A matéria escura forma 85% de toda a matéria do Universo, mas não emite nem reflete luz. Só sabemos que existe pelo efeito da sua gravidade sobre o que está em volta.

O que forma essa matéria escura? Uma das hipóteses mais populares é a WIMP: partícula teórica cem vezes mais massiva que um próton, que interage só pela gravidade e pela força nuclear fraca.

Mas como encontrar uma WIMP, se ela existir? Alguns experimento tentam identificar a energia liberada no caso de uma colisão dela com algum átomo.

É o caso do LUX-ZEPLIN. Numa antiga mina de ouro nos EUA a 1,5 mil metros de profundidade, um tanque de dez toneladas de xenônio líquido fica à espera da colisão de uma WIMP.

Caso uma WIMP passe pelo tanque, ela pode colidir com o núcleo de um dos átomos e gerar um sinal energético que será identificado pelo experimento.

Em 16 de junho de 2023, o tanque registrou um único evento muito energético. Uma interpretação possível: seria o choque de um núcleo de xenônio com uma WIMP mais massiva que a prevista.

A equipe, no entanto, não afirma que é a descoberta direta da matéria escura, já que pode haver explicações alternativas. O artigo ainda não foi revisado por outros pesquisadores.