Como o captcha diferencia robôs de humanos?

O captcha foi criado para diferenciar pessoas de robôs. A sigla significa “teste público de Turing completamente automatizado para distinguir computadores e pessoas”.

No reCAPTCHA, a famosa caixinha “não sou um robô” é apenas parte do sistema. O que importa pode ser o comportamento do usuário antes mesmo do clique.

Um dos métodos analisa como o mouse se movimenta. Humanos costumam fazer trajetos mais orgânicos, enquanto bots podem mover o cursor de maneira mais previsível.

O reCAPTCHA baseado em comportamento foi lançado pelo Google em 2014. Em 2018, o reCAPTCHA v3 passou a analisar toda a interação com a página.

Um usuário que navega, compara produtos e demora antes de decidir tende a parecer humano. Já milhares de tentativas de login podem indicar atividade automatizada.

O sistema atribui uma pontuação a cada interação, indicando o quanto ela parece suspeita. Dependendo do resultado, o site pode exigir outra verificação.

As primeiras versões do captcha eram diferentes. No início dos anos 2000, elas exibiam letras e números distorcidos que os computadores tinham dificuldade para reconhecer.

Com o avanço da visão computacional, máquinas também passaram a interpretar os caracteres. Os textos ficaram tão distorcidos que até pessoas tinham dificuldade para lê-los.

A solução foi criar métodos capazes de analisar o comportamento. Assim, o captcha deixou de depender apenas de uma tarefa que humanos conseguem realizar melhor que máquinas.