Lança-perfume e loló são a mesma coisa?

Sucesso nos bailes de Carnaval do início do século 20, o lança-perfume chegou ao Brasil como cosmético, mas o que fez sucesso foi o efeito psicoativo.

A inalação provoca euforia rápida, tontura e perda do juízo crítico. A onda dura poucos minutos — e isso incentiva o uso repetido.

Em 1961, após mortes associadas ao produto, o presidente Jânio Quadros proibiu produção, venda e consumo do lança-perfume no Brasil.

Depois da proibição, surgiu o loló, que não é mesma coisa do lança. Antes da proibição, o lança era industrializado; hoje, as misturas variam e podem ser mais imprevisíveis. 

Pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro analisou amostras apreendidas: o lança tinha fórmulas complexas, com até 109 substâncias.

Já o loló costuma ser uma mistura mais simples de solventes como álcool, éter ou clorofórmio. Ambos evaporam rápido e atingem o cérebro em segundos.

E o poppers? Diferente dos solventes, ele é feito de nitritos de alquila e age como vasodilatador. Pode causar queda de pressão, taquicardia e problemas oculares.