Memórias sobrevivem à perda de sinapses, revela estudo

As memórias acontecem a partir das relações de afinidade entre neurônios: gravar uma lembrança aciona um grupo deles, e lembrar depois aciona o mesmo conjunto.

Esse processo ainda não é plenamente compreendido pela ciência, mas sabe-se que ele é coordenado pelo hipocampo, uma estrutura no meio do cérebro.

Mas, agora, um experimento feito em ratos lançou dúvidas sobre esse modelo. Cientistas japoneses submeteram as cobaias a uma “hibernação artificial”.

Eles injetaram um anestésico nos bichinhos, para que dormissem, e então desligaram os neurônios do hipocampo durante 48 horas.

Quase 60% de todas as sinapses do hipocampo – as conexões entre neurônios – foram desfeitas. Isso deveria apagar as memórias.

Mas não apagou. Ao acordar, os ratos ainda se lembravam de dois treinamentos: atravessar um labirinto e evitar certas áreas.

Segundo os cientistas, o resultado pode indicar que as memórias não dependem apenas das conexões entre os neurônios.