Apesar do nome curioso, terras raras não são terras nem exatamente raras. O termo designa um grupo de 17 elementos químicos da tabela periódica com propriedades especiais.
Apesar do nome curioso, terras raras não são terras nem exatamente raras. O termo designa um grupo de 17 elementos químicos da tabela periódica com propriedades especiais.
Entre eles estão elementos como neodímio, praseodímio, térbio, disprósio e lantânio. Esses metais são essenciais para a economia mundial, com usos em várias indústrias.
Entre eles estão elementos como neodímio, praseodímio, térbio, disprósio e lantânio. Esses metais são essenciais para a economia mundial, com usos em várias indústrias.
O nome surgiu no século 18, quando esses elementos foram descobertos na Suécia em um mineral chamado gadolinita. Como estavam pouco concentrados, acreditava-se que eram escassos.
O nome surgiu no século 18, quando esses elementos foram descobertos na Suécia em um mineral chamado gadolinita. Como estavam pouco concentrados, acreditava-se que eram escassos.
Na época, a palavra “terra” era usada para se referir a óxidos — compostos de metais com oxigênio. Por isso, o grupo acabou recebendo o nome de “terras raras”.
Na época, a palavra “terra” era usada para se referir a óxidos — compostos de metais com oxigênio. Por isso, o grupo acabou recebendo o nome de “terras raras”.
Na realidade, muitos desses elementos não são tão raros. O cério, por exemplo, é mais abundante na crosta terrestre do que o cobre.
Na realidade, muitos desses elementos não são tão raros. O cério, por exemplo, é mais abundante na crosta terrestre do que o cobre.
Durante muito tempo, as terras raras tiveram pouca utilidade prática. Isso mudou na segunda metade do século 20, quando cientistas descobriram propriedades físicas e químicas incomuns nesses elementos.
Durante muito tempo, as terras raras tiveram pouca utilidade prática. Isso mudou na segunda metade do século 20, quando cientistas descobriram propriedades físicas e químicas incomuns nesses elementos.
Eles podem apresentar magnetismo muito intenso, resistência a altas temperaturas e capacidade de absorver ou emitir luz, características valiosas para várias tecnologias.
Eles podem apresentar magnetismo muito intenso, resistência a altas temperaturas e capacidade de absorver ou emitir luz, características valiosas para várias tecnologias.
Hoje, esses elementos aparecem em catalisadores industriais, fibras óticas, smartphones, computadores e até em exames médicos, como contraste para ressonância magnética.
Hoje, esses elementos aparecem em catalisadores industriais, fibras óticas, smartphones, computadores e até em exames médicos, como contraste para ressonância magnética.
Uma das aplicações mais importantes é a fabricação de superímãs feitos com neodímio, ferro e boro — os ímãs permanentes mais fortes já produzidos.
Uma das aplicações mais importantes é a fabricação de superímãs feitos com neodímio, ferro e boro — os ímãs permanentes mais fortes já produzidos.
Esses ímãs são essenciais em turbinas eólicas, carros elétricos e motores de alta eficiência. Por isso, as terras raras se tornaram estratégicas na transição energética.
Esses ímãs são essenciais em turbinas eólicas, carros elétricos e motores de alta eficiência. Por isso, as terras raras se tornaram estratégicas na transição energética.
Elas também são usadas em drones e equipamentos militares avançados. Com novas tecnologias e tensões geopolíticas, a demanda global por esses elementos cresce rapidamente.
Elas também são usadas em drones e equipamentos militares avançados. Com novas tecnologias e tensões geopolíticas, a demanda global por esses elementos cresce rapidamente.
A China detém as maiores reservas desses minerais, com 48% do total, e controla quase todo o mercado de purificação e de superímãs. Nos últimos anos, isso se mostrou um problema para os EUA, que busca alternativas ao monopólio chinês.
A China detém as maiores reservas desses minerais, com 48% do total, e controla quase todo o mercado de purificação e de superímãs. Nos últimos anos, isso se mostrou um problema para os EUA, que busca alternativas ao monopólio chinês.
O Brasil vem logo atrás, com cerca de um quinto das reservas mundiais. Ao mesmo tempo, nossa produção é quase nula; só uma empresa no País atua no ramo atualmente. A expectativa é que a exploração aumente nos próximos anos.
O Brasil vem logo atrás, com cerca de um quinto das reservas mundiais. Ao mesmo tempo, nossa produção é quase nula; só uma empresa no País atua no ramo atualmente. A expectativa é que a exploração aumente nos próximos anos.