Por que a síndrome dos ovários policísticos mudou de nome?

Síndrome dos Ovários Policísticos tem nome novo: agora é Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP). A mudança busca refletir melhor a complexidade da condição.

A decisão envolveu 56 organizações médicas e científicas do mundo todo. O processo levou 14 anos e o novo nome deve substituir o antigo definitivamente até 2028.

A condição é comum: afeta cerca de 1 em cada 8 mulheres no mundo, somando aproximadamente 170 milhões de casos.

O nome antigo era considerado inadequado. Nem todas as pacientes têm “cistos”, e essas estruturas não são cistos reais, mas folículos ovarianos imaturos.

Essa confusão dificultava o diagnóstico e o entendimento da doença, tanto para médicos quanto para pacientes, ao simplificar demais o problema.

A SOMP é causada por desequilíbrios hormonais, envolvendo principalmente androgênios e insulina, o que afeta várias funções do organismo.

Por isso, a síndrome vai além dos ovários. Cerca de 85% das pacientes têm resistência à insulina, aumentando o risco de diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares.

Os sintomas variam bastante: ciclos menstruais irregulares, dificuldade para engravidar, acne, aumento de pelos e, em muitos casos, obesidade.

O novo nome destaca os aspectos metabólicos e hormonais da condição, ajudando médicos a reconhecer melhor os sinais e melhorar o tratamento.

A mudança também considerou o impacto social do termo. A ideia é evitar estigmas e tornar a comunicação mais clara e precisa para pacientes no mundo todo.