Um "Super El Niño" está a caminho? Veja o que diz a ciência

Um “Super El Niño” está a caminho? O fenômeno climático deve voltar em 2026 — e há sinais de que ele pode ser especialmente intenso.

O El Niño ocorre quando as águas do Pacífico equatorial esquentam além do normal, alterando o clima global e elevando temporariamente a temperatura do planeta.

Segundo a NOAA, agência de pesquisa federal dos EUA, há 82% de chance de El Niño entre maio e julho. Até o fim do ano, a probabilidade sobe para 96%.

A dúvida é a intensidade. Há cerca de 37% de chance de um evento “muito forte”, às vezes chamado informalmente de “Super El Niño”.

Nesses casos, o aquecimento do oceano passa de 2 ºC. Isso aumenta a frequência e a intensidade de eventos extremos, como secas e enchentes.

O último El Niño (2023–2024) já teve impactos severos: enchentes no Sul do Brasil e secas no sul da África — sem ser considerado “super”.

O El Niño ocorre a cada 2 a 7 anos e se alterna com a La Niña, fase oposta marcada pelo resfriamento das águas do Pacífico.

Hoje, o planeta está em condição neutra. Mas o aquecimento recente do oceano indica que um novo El Niño pode estar se formando.

Se vier forte, os efeitos variam por região: geralmente, mais seca no Norte e Nordeste do Brasil, e mais chuvas intensas no Sul.

Embora seja natural, o El Niño pode ter impactos ampliados pelo aquecimento global. Novas previsões devem refinar o cenário nos próximos meses.