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Casamento entre pessoas mortas é tradição na China

Por Luiza Sahd Atualizado em 4 jul 2018, 20h33 - Publicado em 11 out 2011, 17h09

Existe uma crença muito antiga na China: homens com mais de 12 anos que morrem solteiros não podem ser enterrados sem uma esposa. Caso contrário, infortúnios acontecerão para sua família e gerações futuras.
Por conta da tradição, muitas famílias camponesas realizam casamentos entre filhos mortos – a maioria nem se conheceu em vida – para que eles descansem em paz.

A busca por uma noiva cadáver não é uma tarefa fácil para a família do noivo: a realização do casório depende do pagamento de um dote para a família da moça, que pode variar de 80 mil yuans (R$ 23 mil) a 200 mil yuans (R$ 57 mil). Além disso, muitos outros gastos como a compra de roupas apropriadas para o casal, a contratação de músicos e a aquisição de utensílios domésticos que serão enterrados com os pombinhos estão previstos no orçamento.

O governo chinês conseguiu instituir a prática da cremação nos grandes centros urbanos, mas os enterros continuam a ser utilizados na zona rural, onde vive mais da metade da população do país. Isso possibilita que muitos casamentos aconteçam anos depois que os noivos já morreram. Quando é assim, os corpos são exumados para a realização da cerimônia, num ritual digno de zumbis: vestem a noiva e o noivo, faz-se a festa e voltam a enterrar os dois juntinhos.

Além de bizarra, a prática vem aumentando a ocorrência de tráfico de corpos na China. Como é muito difícil achar uma noiva morta e pagar por ela, é frequente a ocorrência de assassinatos de adolescentes e prostitutas com o intuito de comercialização do cadáver.
Difícil também é a vida das viúvas casadas pela segunda vez: qual marido ficará com seu corpo?
A família do primeiro marido quase sempre exige que a família do segundo assine um documento prometendo que o corpo da mulher voltará para ser enterrado com ele. Os acordos nem sempre são cumpridos, o que cria ainda mais conflitos para os adeptos da tradição.

*Com informações do Estadão

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