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Serious Games: como jogos sérios podem ajudar a construir um mundo melhor

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Em agosto deste ano, o Ministério das Comunicações lançou um edital que destinava 4, 5 milhões de reais para financiar jogos sérios e apps de celular. Cada jogo receberá R$ 100 mil reais para ser construído. A ideia é estimular a indústria de games e tecnologia no Brasil, mas também um tipo de linguagem que ainda tem muito a ser explorada: a dos serious games.

O que são serious games?
Serious games, ou “jogos sérios” como o Ministério traduziu em seu edital, é um gênero maior que engloba os newsgames (jogos jornalísticos) que tratamos aqui. O que define um jogo sério, basicamente, é o fato de ele ser criado para um propósito que não é apenas divertir. O entretenimento característico dos jogos aqui é uma ferramenta para passar algum conteúdo “sério” ao jogador. Esse conteúdo pode ser uma forma de treinamento – seja militar, seja de pilotos de avião ou  de médicos; pode ser uma campanha política, uma tentativa de conscientizar as pessoa sobre algum problema (ativismo) ou uma forma de campanha publicitária. Pode ser, também, uma notítica jornalística transformada em games ou uma ferramenta de ensino para professores. No caso do edital do Ministério das Comunicações, esses jogos deveriam ter o objetivo de fazer o mundo melhor, seja educando, seja conscientizando seus jogadores.

Breve história
Games “físicos” são usados para educação pelo menos desde o século XX e se tornaram muito  populares em salas de aula nos anos 60 e 70. Nos anos 2000, o termo serious games passou a ser usado para designar jogos eletrônicas que ensinavam. Esses jogos viraram tema de estudos de gente grande como o acadêmico Henry Jenkis, no respeitado MIT (Instituto de Tecnlogia de Massachusetts), e até um movimento liderado por David Rejecsk e Ben Sawyer. No começo dos anos 2000, também, surgem os primeiros jogos jornalísticos (newsgames) criados por Gonzalo Frasca e Ian Bogost, que trazem uma pegada ativista forte.

Entre os serious games de destaque estão o jogo da Anistia Internacional para Facebook, a iniciativa CityOne da IBM que pretendia lidar com sistemas complexos, o jogo de tabuleiro “Freedom” (em que os jogadores vivem abolicionistas no período da escravidão americana) e newsgames como “Darfur Is Dying”.

City One:

Serious games podem salvar o mundo
A designer de games Jane McGonigal tem uma palestra bem legal no TED (que já postamos aqui), em que defende que os jogos sérios podem mudar o mundo. Além de servirem para educação e conscientização, Jane acredita que os jogos colaborativos com temas sérios podem estimular a criação de redes de jovens em prol de boas causas. Isso só depende dos game designers criarem narrativas empolgantes o suficiente para transformar a energia desses jogadores em boas ações.

E aí, “bora” mudar o mundo jogando?

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