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De onde vem o rá-tim-bum dos aniversários?

Foto: Reprodução Parabéns, ó, ser que festeja o conhecimento todos os dias. De onde vem o rá-tim-bum cantado em aniversários? Alex Hayashida, Indaiatuba, SP   Parabéns pra você pela bela pergunta que comemora o meu post de número 300 (veja como estreei  aqui na rede mundial de computadores). A origem é inusitada: o rá-tim-bum teria surgido nos corredores da […]

Por Oráculo Atualizado em 21 dez 2016, 09h08 - Publicado em 3 set 2015, 20h35
"Todo mundo batendo palmas! Menos a Celeste..."
“Responde essa, Celeste…”
Foto: Reprodução


Parabéns, ó, ser que festeja o conhecimento todos os dias. De onde vem o rá-tim-bum cantado em aniversários?

Alex Hayashida, Indaiatuba, SP  

Parabéns pra você pela bela pergunta que comemora o meu post de número 300 (veja como estreei  aqui na rede mundial de computadores).

A origem é inusitada: o rá-tim-bum teria surgido nos corredores da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), na década de 1930. Naquela época, um rajá (um tipo de governante) indiano chamado Timbum visitou a faculdade. Não demorou muito para os estudantes começarem a brincar com a sonoridade do nome do nobre sujeito. Os aspirantes a advogados fizeram uma bordão juntando rajá com timbum. Com o tempo, o “já” foi deixando de ser pronunciado e virou rá-tim-bum.

Aliás, toda a segunda parte da canção “Parabéns a Você” nasceu nos corredores da Faculdade de Direito da USP:
• “É pique, é pique” era uma saudação ao estudante Ubirajara Martins. O cara era conhecido pelo apelido de Pic-pic porque usava uma tesourinha para aparar a barba e o bigode pontiagudo.
• “É hora, é hora” era outro bordão dos estudantes usado nos bares próximos à faculdade. Eles precisavam esperar meia hora por uma nova rodada de cerveja, tempo de a a bebida gelar nas barras de gelo. Quando chegava o tão aguardado momento, gritavam: “É meia hora, é hora, é hora, é hora, é hora”.

Todas essas frases eram cantadas no restaurante Ponto Chic,  no centro de São Paulo, mas de um jeito  diferente de como conhecemos hoje. A versão original era algo como “Pic-pic, pic-pic, meia hora, é hora, é hora, é hora, rá, já, tim, bum!”

A explicacão para que o grito de guerra de uma faculdade paulistana virasse hit nacional é a seguinte: os estudantes eram convidados para prestigiar aniversários e, lá, animavam a festa com as músicas que inventavam. Foi assim que o rá-tim-bum virou presença obrigatória em aniversários de norte a sul do Brasil.

Fontes Eduardo Marchi, ex-diretor da faculdade de Direito da USP, e reportagem“O Brasil que as Arcadas vislumbraram”, de Fabrício Marques na Revista Fapesp.

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