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O Sol está aumentando ou diminuindo de tamanho?

Aumentando. Mas é tão devagarinho que nem dá para perceber – a não ser que você acelere a fita 5 bilhões de anos para frente.

Por Bruno Vaiano 16 set 2021, 19h24

Hoje, nossa estrela cresce tão devagar que o fenômeno é imperceptível. O núcleo do Sol funde átomos de hidrogênio. Essa fusão libera energia para fora, e essa energia compensa a gravidade, que espreme a estrela para dentro. Conforme o Sol gasta combustível, a gravidade aos poucos ganha o cabo de guerra e o núcleo se contrai.

O núcleo contraído fica mais quente, e esse calor aquece as camadas externas da estrela, fazendo ela se expandir. Desde que nasceu, há 5 bilhões de anos, o Sol cresceu no máximo 20% de acordo com a Nasa. Até que é bastante, mas nem de longe o suficiente para ser algo perceptível no tempo de uma vida.

  • Daqui outros 5 bilhões de anos, a fusão vai parar de vez quando a quantidade de hidrogênio disponível cair abaixo de um certo patamar. Nesse momento, a gravidade se fará sentir com bem mais força no núcleo.

    Com um aquecimento extremo, a “casca” da estrela crescerá bem mais rápido – engolindo Mercúrio e Vênus, e torrando a Terra. É um estágio conhecido como “gigante vermelha”. Não esteja aqui.

    Pergunta de @estevaobayerl, via Instagram.

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