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Por que as janelas de avião têm as laterais arredondadas?

Uma coisa a gente garante: você não ia gostar de andar em um avião de janelas quadradas.

Por Bruno Vaiano Atualizado em 30 dez 2020, 18h58 - Publicado em 23 jan 2019, 13h28

Quanto maior a altitude alcançada por um avião, mais rarefeita é a atmosfera e menos oxigênio há para respirar. Por isso, o ar no interior da cabine é comprimido até alcançar uma concentração de oxigênio próxima da do nível do solo – um processo chamado pressurização. O primeiro avião de passageiros com essa tecnologia, ainda com hélices, foi o Boeing 307 Stratoliner, de 1938. Isso o permitia voar a mais de 6 mil metros de altitude, acima das nuvens e também do grosso da turbulência.  

A fuselagem de um avião desse tipo precisa ser forte o suficiente para evitar que o ar pressurizado escape, e janelas quadradas são um ponto fraco: toda a pressão se acumula nos cantos, que ficam sujeitos a rachaduras. Se as janelas se rompem, a cabine perde pressão muito rápido e o avião pode se desintegrar – uma tragédia que se repetiu duas vezes com o primeiro avião comercial a jato de janelas quadradas, o de Havilland Comet, de 1949. Ele passava de 10 mil metros de altitude.  

A solução foi adotar a forma redonda – em que a pressão se distribui igualmente pelo perímetro da janela, evitando rupturas. Deu tão certo que é assim até hoje. 

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