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Por que humanos têm rostos tão diferentes, mas os outros animais não?

Por Bruno Vaiano - 15 Maio 2019, 11h28

Uma hipótese, bastante difundida atualmente entre biólogos evolutivos, atribui a variabilidade ao fato de que somos animais sociais. Seres humanos lidam desde a pré-história com interações complexas: têm parentes, amigos próximos e colegas, aliados e competidores, relações hierárquicas etc.

A seleção natural preserva essa salada de rostos porque, quando os indivíduos são claramente diferentes entre si, fica mais fácil reconhecê-los e evitar confusões (tipo matar alguém por engano). Espécies cujo sentido dominante não é a visão podem ter carteiras de identidade em forma de cheiro ou som, que também variam bastante entre indivíduos.

Cachorros, por exemplo, talvez achem a variedade entre cheiros de seres humanos bastante monótona em relação a variedade de cheiros presente entre os próprios cachorros.

“Reconhecimento individual é muito importante. De certa forma, é tão importante que nós não nos damos conta de como nos reconhecemos indivíduos”, afirmou ao Washington Post o biólogo Michael Sheehan, da Universidade da Califórnia em Berkeley. “É algo entranhado em nós.”

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