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O melhor do ano: 10 melhores músicas de 2012

Por Redação Super - Atualizado em 21 dez 2016, 10h13 - Publicado em 17 dez 2012, 18h15

Por Marcelo Costa, do site Scream & Yell

10. Titus Andronicus – “Still Life with Hot Deuce on Silver Platter”

É quase uma viagem psicodélica movida a rock clássico com riffs de The Clash, viradas de bateria do The Who e uma empolgação juvenil que faz o ouvinte tocar air guitar no meio da sala. O conto shakespeariano dos anos 2000 “Still Life with Hot Deuce on Silver Platter” é a segunda (grande) faixa do festejado Local Busines, terceiro álbum do grupo de New Jersey que pratica punk indie com fé e devoção raras. A introdução é espetacular.

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9. The Vaccines – “Lonely World”

Poucas bandas envelheceram tanto do primeiro álbum para o segundo, e, no caso do Vaccines, muita gente olhou torto quando percebeu que Come of Age não era um What Did You Expect From The Vaccines? Porém, eis uma ótima banda em processo de amadurecimento, e “Lonely World”, última canção do álbum, é uma baladaça emocional de riffs radiohedianos e bateria anos 50 que expõe as cicatrizes da mudança de pele. Acredite, “é um mundo solitário”.

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8. Brendan Benson – “Bad For Me”

Primeiro single de What Kind of World, “Bad For Me” é a canção de amor clássica, que flagra um relacionamento desesperado, viciado, dependente e rompido movido a piano e violão. Benson quase chora no refrão, quando avisa: “Talvez ela seja ruim para mim”. Cenários de desespero são jogados pra lá e pra cá na letra (“Eu brinquei com fogo”, “Ela será minha morte”, “Outra série de derrotas”) numa carta de amor que soa como um pedido de salvação.

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7.  Tame Impala – “Elephant”

Uma bateria galopante (no estilo “Immigrant Song”, do Led Zeppelin) que soa como uma corrida de elefantes, um peso nas guitarras que remete ao Black Rebel Motorcycle Club e uma levada de baixo que parece que, em qualquer momento, cairá em “Money”, do Pink Floyd, é a cama para uma canção forte que olha para o ego do outro sem conseguir descrever o que ele está fazendo (o que já seria uma descrição).

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6. Leonard Cohen – “The Darkness”

Fazia uns bons 20 anos (mas propriamente desde o brilhante The Future, de 1992) que Leonard Cohen não compunha uma canção no nível de seus maiores clássicos, mas a espera chegou ao fim. Riff sujo de guitarra no ar, as cordas do violão sendo puxadas com violência, o piano que faz com que a canção (e a noite) pareça bitucas de um maço de cigarros em um cinzeiro abarrotado de memórias. Ele até avisa que costumava amar o arco-íris e o início da manhã, mas foi se aventurar com a escuridão, bebeu água de seu copo e… se entregou.

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5. Tulipa Ruiz e Lulu Santos – Dois Cafés

O encontro de um dos maiores hitmakers da música brasileira com uma das mais instigantes cantoras da nova geração rendeu uma música inspirada, que olha a vida nas grandes cidades e lamenta “o banco, o asfalto, a moto, a britadeira”, a fumaça de carro que invade a casa inteira, mas ainda quer acreditar “que as coisas vão mudar, que as coisas podem se mexer”. Ter ou não ter?

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4. B-Negão & os Seletores de Frequencia – “Essa é Pra Tocar no Baile”

Assim que o trompete dispara o riff, o corpo começa a chacoalhar. O suingue nota 10 não dispensa os recados oportunos: “Essa, é pra quem soma no groove. É pra quem faz a sua microparte pra que alguma microcoisa no mundo mude”. Ou ainda: “Essa é pra quem sabe que a diferença entre uma festa de bacana e uma festa bacana não é mero detalhe”. B-Negão comanda uma festa esperta em três minutos empolgantes, e convoca: “Lute pelo seu direito de festejar. Festeje o seu direito de lutar na vida”.
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3. Neil Young – “Walk Like A Giant”

Faixa emblemática de Psychedelic Pill, segundo álbum que Neil Young & Crazy Horse lançaram em 2012 (o primeiro, Americana, chegou às lojas em junho), “Walk Like A Giant” é uma usina de microfonia que ultrapassa os 16 minutos de duração (outra canção do álbum, “Driftin’ Back”, soma 27 minutos de barulho). Ao vivo, nos shows mais recentes, Neil Young modifica a letra que foi prensada no vinil, e diz que estava tentando mudar o mundo (nos anos 60), “mas o tempo mudou”. Ele parece não ter desistido e provoca o ouvinte com uma canção que clama por atenção.

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2. Alabama Shakes – “Hold On”

Uma canção que é um chamado, uma convocação. E a cantora Brittany Howard nem disfarça: “Abençoe meu coração, abençoe minha alma / Não imaginei que faria isso aos 22 anos / Deve haver alguém lá em cima dizendo/ “Vamos, Brittany, Você tem que persistir””. Ela briga com a voz que a manda seguir em frente, e o resultado do embate não é só uma das canções mais sinceras e fortes do ano, mas todo um álbum (Boys & Girls) que transforma o Alabama Shakes na grande banda de 2012.

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1. Carly Rae Jepsen – “Call Me Maybe”

Ninguém conhece a fórmula da canção pop perfeita, mas todo mundo reconhece uma canção pop perfeita. Em “Call Me Maybe”, a canadense Carly Rae Jepsen age como uma garotinha de 17 anos (aos 27!) que, apaixonada por um cara, não aguarda a investida: “Ei, acabei de te conhecer e isto é loucura, mas aqui está meu número, então, quem sabe, me ligue”, ela canta no refrão mais pegajoso do ano, com direito a arranjo de cordas e batida contagiante.

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O grande hit – PSY – “Gangnam Style”

Quem diria que a música mais comentada, badalada, vendida, ouvida e dançada do ano viria da Coreia do Sul. Sintomas da aldeia global? Quem sabe. Hit máximo da K-pop (música popular coreana), “Gangnam Style” (que “empresta” alguns segundos de “Pump up The Jam”, do Technotronic) é uma critica bem-humorada (e certeira) ao modo de vida consumista da região do distrito de Gangnam. O sarro é maior quando o cantor PSY dança comicamente em diversos locais do bairro. A dança, claro, virou febre mundial, e colocou “Gangnam Style” no topo de mais das paradas de mais de 30 países (da Suíça ao México, de Israel aos Estados Unidos, do Canadá ao Brasil).

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