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Resenha: Portões do Inferno

Por turma-do-fundao Atualizado em 4 jul 2018, 20h34 - Publicado em 26 abr 2016, 15h43

Alice_Kienen

Divulgação

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Já imaginou se, de uma aventura de RPG com seus amigos, surgisse uma série de livros de fantasia? Foi assim que nasceu Portões do Inferno (Rocco/Fábrica 231, 384 págs., R$ 34,50), o primeiro livro da trilogia Lendas de Baldúria. O carioca André Gordirro, autor da aventura, usou sua experiência com Dungeons & Dragons e sua paixão por livros épicos para construir essa narrativa de tirar o fôlego.

O livro traz duas tramas paralelas. Na primeira, o misterioso e assustador Ambrosius reúne seis anti-heróis e os lança em uma missão para resgatar um rei anão destronado. Os protagonistas possuem culturas e temperamentos completamente diferentes, além de fazerem parte de raças rivais, o que aumenta a tensão do romance.

Na segunda história, os monarcas Krispinius e Danyanna, responsáveis por fechar os Portões do Inferno no passado e heróis de Krispínia, indicam que os Portões voltam a correr perigo, mesmo com a maioria da população duvidando disso. As duas tramas só se juntam no final.

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Mas não inicie a leitura esperando por heróis nobres e admiráveis. Eles são todos humanos – quer dizer, nem todos – e perseguidos por um passado e uma história. Nem mesmo Krispinius e Danyanna são exceções.

A experiência de André como jornalista e crítico de cinema é visível nessa fantasia medieval. As cenas de ação são descritas de maneira a fazer você enxergar cada detalhe, mas a leitura continua ágil e rápida. O sangue brasileiro do autor pode ser encontrado na jocosidade irônica e nas farpas trocadas entre os personagens.

A obra é recheada de referências históricas e bíblicas, além de um alto teor de cultura pop e humor. A história é rica em detalhes e repleta de personagens complexos e termos particulares deste universo. Por isso, é necessário imergir na trama para conectar os pontos e compreender a ligação entre as narrativas paralelas até todos os personagens se cruzarem na batalha final.

Fica aqui a dica: ao final do livro, um apêndice explica algumas definições criadas pelo autor e podem facilitar o entendimento da história.

nota4

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