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2024 foi o ano com mais focos de incêndio no Brasil desde 2010

As queimadas aumentaram 46% em comparação com 2023. A ação antrópica e mudanças climáticas foram o combustível para o fogo.

Por Eduardo Lima
3 jan 2025, 12h00

Em 2024, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrou 278.229 focos de incêndio no Brasil. O país não via tanto fogo desde 2010, quando foram registradas 319.383 ocorrências similares. Os dados vêm do programa BDQueimadas, que registra focos de fogo no Brasil com dados de satélites desde 1998.

As queimadas aumentaram 46% em comparação com o ano anterior: foram 189.891 registros em 2023. Os incêndios não são um problema exclusivo do Brasil: na América do Sul, o crescimento de focos de incêndio foi de 48%, com 511.575 registros no total. O continente também não sofria com tantos incêndios desde 2010, quando o Inpe registrou 523.355 ocorrências. O Brasil é o país que mais concentra queimadas da região.

Em 2024, o fogo começou mais cedo que o normal. Incêndios enormes atingiram o estado de Roraima, na região da floresta amazônica, entre fevereiro e março. A área tem sua estação de queima (quando o fogo se espalha com mais facilidade) entre janeiro e março, mas a escala das queimadas foi fora do normal.

O primeiro semestre foi o pior para queimadas na Amazônia em 20 anos, desde 2004. Os incêndios em áreas da floresta não são naturais, como alguns no Cerrado, e sim causados por ação humana. Eles só acontecem naturalmente em áreas já desmatadas e queimadas. Na maior parte da região, esses focos de fogo se alastram com mais facilidade entre agosto e outubro.

Os focos de incêndio se concentraram principalmente na Amazônia. A floresta sofreu com 140.328 ocorrências de fogo, pior número desde 2007, e um aumento de 42% em comparação com 2023. O Cerrado teve um aumento de 60% em relação ao ano anterior, com 81.432 focos.

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Pantanal e São Paulo (muito) piores que no ano passado

A região do país que teve a maior disparada entre 2023 e 2024 foi o Pantanal, que registrou 14.498 focos de incêndio, 120% a mais que o ano anterior. É o pior ano de queimadas para o bioma desde 2020, quando houve 22.116 pontos de fogo na área.

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O estado que teve a maior dispara no número de queimadas foi São Paulo. Com 8.702 ocorrências, o estado registrou 423% mais focos de incêndio do que em 2023. O estado que tem mais pontos de fogo no total é o Pará, com 56.060 ocorrências e um aumento de 34%.

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De acordo com os dados do Monitor do Fogo, da plataforma MapBiomas, uma área de 297.680 km2 foi atingida por fogo no Brasil entre janeiro e novembro de 2024. A extensão queimada representa uma área maior que o Rio Grande do Sul ou três vezes o tamanho da Coreia do Sul.

Possíveis motivos

O El Niño de 2023 e 2024 colaborou para que o planeta atingisse as temperaturas mais altas dos últimos cem mil anos. As distorções do regime de chuvas causadas pelo fenômeno climático influenciaram uma seca histórica no Brasil em 2024. Ele causa seca e calor no Norte e Nordeste do país, e chuvas fortes na região Sul.

Ao contrário do que o nome sugere, o El Niño não é tão menino assim: o fenômeno natural acontece há pelo menos 250 milhões de anos. O que tem mudado é que ele está cada vez mais intenso, sob a influência da (nada natural) crise climática causada pelos humanos.

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É um ciclo vicioso: as mudanças climáticas são responsáveis pelo aumento de queimadas, e os incêndios liberam mais gases de efeito estufa que, por sua vez, pioram a crise climática e aumentam a temperatura da Terra.

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