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350 elefantes morreram misteriosamente em 2020. Agora, sabemos o porquê

O aquecimento global criou mais um inusitado problema

Por Victor Bianchin
Atualizado em 31 dez 2024, 18h22 - Publicado em 30 dez 2024, 16h00

Em 2020, cerca de 350 elefantes morreram em uma região remota de Botswana em um período de apenas três meses. O caso era um mistério: os veterinários que examinaram os cadáveres concluíram que não se tratava de desnutrição, infecções ou mesmo de antraz (a bactéria causadora da doença letal é endêmica na região). Além disso, as presas dos bichos estavam intactas, o que também eliminava a hipótese de caça ilegal. O que estava acontecendo?

Agora, quatro anos depois, os cientistas parecem ter a resposta. Um estudo realizado pelo King’s College de Londres combinou análise espacial e imagens de satélite para examinar cerca de 3 mil fontes de água usadas pelos animais. Observou-se que as fontes perto das carcaças mostravam concentrações altas de algas e frequentes eventos de floração (crescimento rápido e excessivo de algas em ambientes aquáticos) em 2020 na comparação com os anos prévios. Ou seja: os elefantes morreram intoxicados pelas algas da água que beberam.

“Identificamos 20 fontes de água perto de carcaças que presenciaram eventos elevados de floração de algas em 2020, em comparação aos três anos prévios”, afirmou Davide Lomeo, doutorando no Departamento de Geografia da King’s College e autor principal do estudo. “Essas fontes de água também mostraram maior média de biomassa de algas no período entre 2015 e 2023”, disse em comunicado.

Os pesquisadores também detectaram que as carcaças antigas estavam mais espalhadas pela região do que as carcaças novas, o que indica que o fenômeno de 2020 foi realmente único. Eles acreditam que, após beber, os elefantes devem ter caminhado para cerca de 16,5 km de distância dos pontos contaminados e morreram após cerca de 88 horas de exposição.

A explicação para esse alto crescimento das algas na região pode ser o fato de que, após um 2019 extremamente seco, o ano de 2020 viu chuvas acima da média. Isso pode ter levado a um excesso de nutrientes na água, estimulando a floração.

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“A previsão é que o sul da África fique mais seco e quente devido às mudanças climáticas e, por consequência, as fontes de água de toda a região provavelmente ficarão mais secas durante mais meses do ano. Nossas descobertas mostram os potenciais efeitos negativos na qualidade e quantidade da água, e também as consequências catastróficas nos animais que isso pode ter”, afirmou Lomeo.

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Botswana, que fica ao sul da África e não tem saída para o mar, abriga a maior população remanescente de elefantes do mundo, com mais de 130 mil indivíduos. 

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O pesquisador também ressaltou a importância que imagens de satélite têm nesse tipo de pesquisa, reforçando a importância de aumentar o monitoramento sobre a Terra para permitir a rápida identificação desse tipo de fenômeno ambiental.

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