⚡ Esquenta 10.10! Revista impressa com o MENOR PREÇO DO ANO! 🤑 Assine agora!

40 anos após proibição da caça, baleias reocupam habitats polares

No começo do século 20, 1,3 milhões desses mamíferos foram capturados só nos arredores da Antártida. Agora, com a prática proibida, elas começam a voltar em segurança para seus lares.

Por Bruno Carbinatto 9 jan 2021, 12h31 | Atualizado em 9 jan 2021, 12h34
40 anos após proibição da caça, baleias reocupam habitats polares Priorizar nos meus resultados Google

Em 1986, a Comissão Baleeira Internacional, formada por mais de 80 países, decidiu decretar uma moratória (ou seja, uma suspensão) na baleação pelo mundo – o termo técnico para a caça de baleias. “Pesca” não é correto porque elas são mamíferos, e não peixes.

Décadas de exploração haviam levado diversas espécies à extinção e posto tantas outras em risco, especialmente nas águas geladas próximas aos polos da Terra. Estima-se que, só nos arredores da Antártida, mais de 1,3 milhões de baleias tenham sido caçadas nos 70 anos anteriores à moratória.

Agora, quase 40 anos após da medida entrar em vigor, os resultados começam a aparecer. Um estudo recente descobriu que a população de baleias-azuis em torno da ilha da Geórgia do Sul, no Oceano Atlântico, cresceu nos últimos anos.

No começo do século 20, três mil baleias eram mortas por ano nessa região, considerada o centro da caça do animal no mundo. Obviamente, os números eram insustentáveis: a espécie praticamente desapareceu dessas águas ao longo das décadas.

Continua após a publicidade

Nos últimos nove anos, porém, pesquisadores que monitoram a área registraram 41 novas baleias-azuis vivendo perto do arquipélago, o que indica que a espécie “redescobriu” a região. As águas ao redor da ilha são ricas em krill, os minúsculos crustáceos que servem de alimento para esses gigantes mamíferos. Portanto, a equipe acredita que a espécie possa se reestabelecer a longo prazo por lá.

Felizmente, a boa notícia não é isolada. No extremo norte do mundo, os registros de baleias que habitam águas setentrionais também vêm aumentando nos últimos anos, especialmente em volta do estado americano do Alaska. Por lá, os números da espécie estão retornando ao mesmo patamar observado antes da ampla caça comercial no século passado.

Continua após a publicidade

Atualmente, a maioria dos países bane a prática com base na decisão de 1986. Apenas alguns são abertamente contra a restrição e desejam sua retirada, entre eles o Japão, a Islândia e a Noruega – todos países em que o setor era importante para a economia. Além deles, Canadá, Estados Unidos, Dinamarca, Groenlândia, Rússia e Coreia do Sul praticavam a baleação em maior ou menor escala, mas atualmente todos têm restrições e regulamentações devido à pressão de organizações de preservação ambiental e de outros países.

A preocupação agora é manter o sucesso – e expandi-lo, porque não são todas as espécies de baleia que estão retomando seus números pré-caça. Um dos fatores que deve se levar em conta é o aquecimento global – com águas mais quentes, inclusive nos polos, é possível que a oferta de krill diminua em longo prazo, ameaçando novamente os cetáceos.

Publicidade
TAGS:

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas

ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Essencial

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ESQUENTA 10.10

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Premium
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).