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A fuga das aranhas

Megaenchente no Paquistão faz milhões de aracnídeos invadirem as árvores do país. E isso é uma coisa boa

Bruno Garattoni

Envoltas em uma penugem branca, as árvores parecem grandes pedaços de algodão-doce espalhados por um lugar semidesértico. É um cenário insólito, alienígena. Mas real: fica no Paquistão, que no ano passado foi afetado por uma enchente de enormes proporções – em uma semana caiu o equivalente a 10 anos de chuva, com efeitos violentíssimos sobre a população (cerca de 20% de todo o território do país ficou submerso). Mas os seres humanos não foram as únicas vítimas da catástrofe: para escapar da água, milhões de aranhas se refugiaram nas árvores do país, nas quais construíram enormes teias.

O fenômeno é visualmente assustador, mas tem sido considerado positivo do ponto de vista ecológico. Isso porque as aranhas se alimentam de mosquitos transmissores da malária – e estão ajudando a conter a proliferação desses insetos nas áreas alagadas.