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A tartaruga e seu casco para não morrer de frio e de fome

O paleontólogo Michael Lee, da Universidade de Sidney, Austrália, deu uma nova explicação para o surgimento da carapaça das tartarugas. Tudo começou no período Permiano, há 245 milhões de anos, com o pareiassauro. Esse lagartão herbívoro tinha uma digestão muito lenta e precisava se entupir de comida. Então, desenvolveu a carapaça para se proteger dos predadores enquanto fazia sua demorada digestão. “Mas o casco tem outra função”, contou Lee à SUPER. “Ele também ajudou o animal a se adaptar à lentidão de seu metabolismo” (veja o infográfico ao lado).

Digestão pesada

O pareiassauro era herbívoro, sem dentes. Tinha de comer muito e esperar o alimento fermentar no estômago.

Tamanho exagerado

Para estocar grande quantidade de fibras de celulose, ele era grande: media até 2,5 metros de comprimento.

Cobertor portátil

Grande demais, o pareiassauro teve de criar um meio de manter o calor do corpo. A carapaça fazia o papel de regulador da temperatura, compensando a lentidão do metabolismo.

Escudo visível

Sem agilidade, o pareiassauro criou a carapaça para se defender dos predadores.

Desajeitado

Muito gordo, o animal foi perdendo a flexibilidade: não conseguia mais virar o corpo para qualquer direção. As patas nem sempre eram suficientes para fugir dos predadores.