Clique e Assine SUPER por R$ 9,90/mês
Continua após publicidade

Anticoncepcionais com hormônios podem duplicar o risco de depressão

A conclusão é de um estudo que analisou a população inteira de mulheres jovens da Dinamarca. E a vilã não é só a pílula: adesivo, anel e DIU hormonal podem ser até piores.

Por Ana Carolina Leonardi
Atualizado em 15 jan 2023, 17h46 - Publicado em 29 set 2016, 15h15

Parece que as más notícias sobre os riscos da pílula anticoncepcional não param de chegar. Desta vez, a preocupação é com a saúde mental: um novo estudo da Universidade de Copenhague analisou os registros médicos de todas as mulheres entre 15 e 34 anos que vivem na Dinamarca para concluir que a chance de desenvolver depressão chega a dobrar para quem usa anticoncepcionais com hormônios.

Os cientistas focaram o estudo em mulheres que não tinham diagnóstico prévio de depressão. Aí passaram 14 anos acompanhando a saúde delas e os medicamentos que consumiam. E perceberam o seguinte: as mulheres que tomavam contraceptivos hormonais tinham chances bem maiores de,  mais tarde, passar a tomar antidepresivos – ou seja, de serem dignosticadas como portadoras de depressão ou de transtornos de ansiedade (que também são tratados com fluoxetina, escitaplopram e cia.).

Para quem toma a pílula tradicional (que combina derivados de progesterona e estrogênio), o risco é 23% maior do que entre as mulheres que não usavam o método. Mas a pílula está até bem na fita. Os piores aumentos de risco estavam em outros métodos hormonais.

Foi o caso do adesivo, o “campeão” da pesquisa. As mulheres que usavam o método que distribui norgestrolmin (uma progesterona sintética, usada em marcas como Evra) através da pele tinham o dobro de chances de começar a tomar antidepressivos, comparadas às jovens que não tomavam esses hormônios.

No Top 3, inclusive, estão os anticoncepcionais hormonais que não vem em forma de comprimido: além do adesivo, há também o anel vaginal, que libera etonogestrel e o DIU hormonal, que usa levonorgestrel (ambas progesteronas sintéticas).

Continua após a publicidade

Ranking da depressão

Adesivo – risco 100% maior

Anel vaginal – risco 60% maior

DIU com levonorgestrel  – risco 40% maior

Continua após a publicidade

Mini-pílula (só de progesterona) – risco 34% maior

Pílula combinada – risco 23% maior

Quando os pesquisadores separaram só as adolescentes, entre 15 e 19 anos, perceberam que elas estavam ainda mais vulneráveis. Para elas, usar a pílula combinada representa um risco 80% maior de depressão. Já com a mini-pílula, ele pula para 120% – ou seja, mais que o dobro.

Faltam estudos mais específicos para entender se a conexão entre depressão e anticoncepcionais tem relação direta com a progesterona (sozinhos, os números parecem apontar para isso), mas a preocupação imediata dos pesquisadores é outra: eles estimam que 80% das mulheres férteis da Dinamarca estejam tomando contraceptivos hormonais de algum tipo. No meio dessa quase onipresença da pílula, eles acreditam que os riscos à saúde mental estão sendo subestimados pelos próprios médicos na hora de receitar o medicamento.

Continua após a publicidade

O risco de depressão é conhecido de qualquer um leia a bula dos anticoncepcionais. Mas quando aparece um estudo com a população inteira de um país, a realidade (e a gravidade) da história chama bem mais atenção que as letrinhas fonte 10 na seção Efeitos Colaterais.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Super impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 14,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.