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As maiores profecias científicas de Star Wars

A trilogia original anteviu descobertas astronômicas que só viriam décadas depois, como os Sistemas Solares com duas estrelas e as luas amigáveis à vida

Por Salvador Nogueira - Atualizado em 4 Maio 2017, 15h13 - Publicado em 10 set 2015, 17h15

A galáxia que abriga o universo ficcional criado por George Lucas, não por acaso, é suspeitamente similar à que nós habitamos – trata-se de uma galáxia espiral com pouco mais de 100 mil anos-luz de diâmetro, mesma forma e mesmo tamanho da nossa Via Láctea.

Da mesma maneira, suas estrelas e seus planetas parecem ser muito similares aos que existem aqui. Agora, a pergunta que vem à cabeça é: como George Lucas já sabia disso em 1977?

O primeiro planeta orbitando uma estrela fora do Sistema Solar foi descoberto somente em 1995. Até então, embora já soubéssemos que estrelas distantes nada mais eram que outros sóis, não tínhamos uma noção exata de que tipos de sistema planetário poderiam existir lá fora.

Conhecendo apenas um exemplo, os cientistas até então haviam modelado suas teorias de formação de planetas com base no nosso próprio sistema, com planetas rochosos e pequenos nas regiões mais internas, e gigantes gasosos nas externas. Nesse esquema, não havia a possibilidade de gigantes gasosos próximos à estrela, nem a existência de mundos em órbitas altamente elípticas (ovais).

Com a descoberta dos primeiros planetas fora do Sistema Solar, sacamos que a natureza era muito mais criativa do que supunham nossos modelos. Havia sistemas planetários nas mais variadas configurações, e planetas não ficavam sempre na mesma órbita. Em alguns casos, eles migravam.

Dois sóis

Outra coisa que os astrônomos achavam que não poderia existir, aliás, eram planetas que orbitassem em torno de duas estrelas – como Tatooine, o lar de Anakin e Luke Skywalker, que serviu de palco para a abertura do primeiro filme da série. De acordo com tudo que sabíamos então sobre modelos de formação planetária, o ambiente num sistema com dois sóis seria instável demais.

Ocorre que, depois do lançamento do satélite Kepler, em 2009, descobrimos que não é bem assim. Na verdade, planetas em torno de uma estrela que faz par com outra estrela são o feijão com arroz do cosmos. E até mesmo mundos que giram ao redor de duas estrelas ao mesmo tempo são comuns.

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A essa altura, graças ao Kepler, os cientistas já conhecem dez planetas que orbitam dois sóis ao mesmo tempo. Mas devem existir muitos mais. Ao anunciar a descoberta do décimo, chamado Kepler-453b, em agosto, Jerome Orosz, da Universidade Estadual de San Diego, nos Estados Unidos, apontou que o padrão orbital do planeta é tal que foi um golpe de sorte o Kepler tê-lo visto.

Esse planeta ora passa na frente das estrelas que lhe servem de sóis, ora não, por conta de uma variação periódica em sua órbita. Como é justamente essa passagem, obscurecendo parte do brilho da estrela por alguns instantes, o fenômeno que o satélite detecta para descobrir planetas, foi um golpe de sorte a órbita desse mundo ter se alinhado para isso bem na hora em que o Kepler estava observando. “A baixa probabilidade de detecção significa que, para cada sistema como o Kepler-453 que vemos, há provavelmente outros 11 que não vemos.”

Em outras palavras, deve haver muitos mundos como Tatooine lá fora. E um aspecto curioso disso tudo é que, em torno de estrelas duplas, a região do sistema em que a temperatura é adequada para a vida – nem muito quente, nem muito fria – é mais larga. O que na prática significa que a chance de encontrarmos mundos habitáveis e, quiçá, com vida num sistema com dois sóis é até maior que em sistemas com uma única estrela, como o nosso.

Luas habitáveis

Outra possível profecia de George Lucas que os cientistas estão tentando confirmar é a existência de luas capazes de abrigar uma biosfera tão pujante quanto a da Terra. Em Star Wars, podemos citar os exemplos de Yavin e Endor, duas luas em torno de planetas gigantes que tinham porte e ambiente similares ao terrestre.

Já sabemos que há planetas gigantes localizados na chamada “zona habitável” de suas estrelas, onde o nível de radiação é o ideal para a vida. Por serem gasosos e não terem uma superfície sólida, eles, por si mesmos, não são bons lugares para uma biosfera. Mas luas de grande porte em torno deles podem muito bem ser.

É verdade que, no Sistema Solar, não temos nenhuma lua que seja de tamanho comparável ao da Terra. Todas são bem menores. Mas modelos de formação sugerem que é possível. E agora os cientistas estão se esforçando para descobri-las, fuçando nos dados colhidos pelo Kepler. Até o momento, sem sucesso. Mas se você pensar que, duas décadas atrás, nem planetas conseguíamos detectar, tudo vira apenas uma questão de tempo.

Agora, nem tudo são flores. Aquele negócio de navegar de um hemisfério a outro de um planeta indo através do núcleo, como vimos no Episódio I: A Ameaça Fantasma, quando Obi-Wan Kenobi e Qui-Gon Jinn fazem isso com um veículo cedido pelos gungans, é basicamente impossível. É um daqueles casos em que a licença criativa fala mais alto que a ciência. Pelo menos até onde vai a nossa imaginação científica…

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Um tour galáctico

Conheça os principais sistemas e as rotas de navegação que permitem ir de um ponto a outro da galáxia em naves que viajam pelo hiperespaço

Mustafar

Estevan Silveira | Índio Sam/Superinteressante

Mundo que acabou se tornando um inferno vulcânico pelo efeito de maré de dois gigantes gasosos próximos. Serviu como última capital da Confederação de Sistemas Independentes.

Alderaan

Estevan Silveira | Índio Sam/Superinteressante

Planeta pacífico que serviu de palco para o primeiro teste da Estrela da Morte. Sua destruição serviu de exemplo para a galáxia sobre a determinação do Império de manter os sistemas na linha.

Bespin

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Estevan Silveira | Índio Sam/Superinteressante

Planeta gigante gasoso que abriga a famosa Cidade das Nuvens, numa camada da atmosfera que é respirável e rica em oxigênio. Lando Calrissian serviu como administrador da instalação.

Endor

Estevan Silveira | Índio Sam/Superinteressante

Lua habitável florestal que abriga uma espécie inteligente, os ewoks. Ela serviu de palco para uma batalha decisiva na história da galáxia, que levou à morte do Imperador.

Geonosis

Estevan Silveira | Índio Sam/Reprodução

Planeta que serviu de base para a construção dos exércitos droides da Confederação de Sistemas Independentes, um movimento de secessão da República liderado pelo Conde Dookan.

Naboo

Estevan Silveira | Índio Sam/Superinteressante

Planeta que abriga duas espécies inteligentes vivendo em simbiose. Os gungans são nativos de lá. Já os humanos colonizaram posteriormente o mundo. É a terra natal de Padmé Amidala.

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Hoth

Estevan Silveira | Índio Sam/Superinteressante

Mundo gelado que serviu de base para a Aliança Rebelde durante a Guerra Civil Galáctica, até ser expulsa de lá durante uma ofensiva do Império comandada por Darth Vader.

Dagobah

Estevan Silveira | Índio Sam/Superinteressante

Mundo pantanoso que serviu de refúgio a Yoda após a caça aos jedis promovida ao fim das Guerras Clônicas. Luke Skywalker foi até lá para aprender sobre a Força.

Coruscant

Estevan Silveira | Índio Sam/Superinteressante

Capital da Velha República e do Império Galáctico, é tido como o planeta de origem dos humanos. Floresceu como uma civilização ultratecnológica, que recobriu o mundo de edificações.

Tatooine

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Estevan Silveira | Índio Sam/Superinteressante

Residência de Anakin Skywalker e, mais tarde, de Luke Skywalker, o mundo desértico era território dos Hutts nos tempos da República, antes da expansão do Império pela orla exterior.

Yavin

Estevan Silveira | Índio Sam/Superinteressante

Planeta gigante em torno do qual orbitava Yavin 4, lua que serviu de base para a Aliança Rebelde. Lá foi travada a histórica Batalha de Yavin, que marcou a destruição da primeira Estrela da Morte.

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