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Bactérias que “comem” CO2 podem combater as mudanças climáticas

Cientistas modificaram o DNA da "E. coli" para que ela usasse gás carbônico (e não açúcar) como fonte de energia.

Por Ingrid Luisa 3 dez 2019, 19h21

A bactéria Escherichia coli compõe a flora intestinal. Ela seria só mais uma ali, não fosse uma particularidade: seu genoma sofre alterações muito facilmente. Isso pode se tornar um problema, já que algumas cepas (grupos de descendentes) de E. coli adquirem genes que possibilitam a ela causar infecções, como gastroenterite.

Mas há também o lado bom dessa característica, como a modificação de seu DNA para a produção de biocombustíveis. Recentemente, cientistas israelenses do Instituto Weizmann de Ciência modificaram o genoma da E. coli para que ela consiga converter gás carbônico (CO2) em energia para si mesma enquanto gera biomassa – que pode ser usada como biocombustível.

Normalmente, cepas dessa bactéria se alimentam de açúcares. Então, para chegar nos resultados desejados, os cientistas adicionaram no genoma do E. coli genes para uma enzima que converte CO2 – e removeram os que eram responsáveis pelo metabolismo do açúcar. Na prática, a equipe conseguiu mudar a fonte de energia usada por essas bactérias para sobreviver.

Para saber se isso realmente tinha dado certo, os cientistas deixaram as bactérias em laboratório por 200 dias. Após esse tempo, uma nova análise mostrou que os micróbios haviam crescido com sucesso – e sem precisar de açúcar.

O líder do estudo, Ron Milo, disse que não esperava fazer essas “mudanças drásticas” no modo natural de crescimento da E. coli. Mas que isso não foi uma grande surpresa – afinal, a bactéria já é amplamente explorada na área da biotecnologia.

As bactérias ainda emitem mais CO2 do que consomem durante o processo de crescimento, mas o objetivo dos pesquisadores é reduzir isso ao máximo para que, no futuro, elas possam efetivamente ajudar no combate as mudanças climáticas.

 

 

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