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Brasil não verá nenhum dos próximos 18 eclipses totais

Para assistir a Lua cobrindo totalmente o Sol de camarote - como os norte-americanos estão fazendo nesta segunda - teremos de esperar até 2045

Do nada, surge uma pequena mancha preta no Sol. É a Lua, que, meio sem jeito, resolve passar mais uma vez bem na frente de nosso grande astro. Eis que o borrão vai crescendo e, antes que você perceba, já cobre o Sol por completo, roubando totalmente seu brilho por alguns instantes.

É fato: eclipses totais são dos eventos espaciais mais bonitos. Mas não dá para dizer que sejam exatamente raros. Só até 2044, os cientistas preveem que os terráqueos sejam agraciados com mais 18 deles – número que nos enche de expectativa. Pegar um balde de pipoca, separar os equipamentos espaciais e vidrar os olhos no céu para acompanhar o espetáculo, no entanto, não vai ser para o nosso bico – pelo menos nas próximas décadas.

Por aqui, um desaparecimento total do Sol deve demorar para acontecer: só em agosto de 2045, e, além disso, para uma seleta faixa do litoral nordestino. Por conta da posição geográfica desfavorável do Brasil, o máximo que conseguiremos até lá é ver o Sol parcialmente coberto.

Está sendo assim com o eclipse que acontece hoje. Os sortudos da vez são os norte-americanos: a faixa em que dá para ver a bola de fogo sumindo totalmente corta os EUA na região central, desde a costa oeste até a costa leste. O evento deste 21 de agosto é o primeiro visível no país desde 1979. É também a primeira vez em 99 anos que eles estão em um camarote com vista tão privilegiada.

O evento vem sendo transmitido ao vivo pela Nasa em sua página oficial do Facebook. Como tudo que é bom nessa vida dura pouco, o eclipse também vai ser jogo rápido: os americanos mais sortudos, que estiverem no sul do estado de Illinois, terão 2 minutos e 40 segundos para apreciar o breu total.

O fenômeno também poderá ser visto, pelo menos em partes, na América Central e norte da América do Sul. Com níveis diferentes de visibilidade, 17 capitais brasileiras e o Distrito Federal também terão um aperitivo. O destaque fica para Macapá, que, por volta das 17h, poderá ver até 40% do Sol encoberto. Desde 2006, quando o solzão sumiu no Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, não tínhamos um eclipse solar total para acompanhar em território brasileiro.

Neste mapa interativo, elaborado pelo site ScienceNews, você pode ter uma visão completa dos próximos eclipses terrestres até 2040. Clicando em cada uma das linhas coloridas, dá para ver o dia, mês e ano exato em que vão acontecer, o tempo que vão durar e a extensão da faixa de terra que terá 100% da experiência. É uma boa chance para começar a se planejar para o próximo evento. Já em julho de 2019, um eclipse total irá cruzar Argentina e Chile – e poderá ser visto de várias cidades do sul e sudeste do Brasil. Parcialmente, é claro.