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Cientistas adicionam quatro elementos à Tabela Periódica

Novos elementos só existem em laboratório, por frações de segundo - mas são uma conquista importante

Os novos elementos, que estão sendo provisoriamente chamados de Uut, Uup, Uus, e Uuo, irão ocupar as posições 113, 115, 117 e 118 da Tabela Periódica. A descoberta, que foi anunciada pela União Internacional de Química Pura e Aplicada, é a primeira desde 2011 – quando os elementos 114 (Fleróvio) e 116 (Livermório) foram adicionados. 

O elemento 113 foi descoberto pelos cientistas do Instituto Riken, no Japão, enquanto 115, 117 e 118 nasceram de uma colaboração entre laboratórios da Rússia e dos EUA. Nos próximos meses, as equipes deverão escolher os nomes oficiais de cada elemento, que poderão homenagear um país, um mineral, algum aspecto mitológico, uma propriedade ou uma pessoa. Dois exemplos disso são o Einstênio (elemento 99), descoberto em 1952 e batizado em homenagem a Albert Einstein, e o Mendelévio (elemento 101), que foi descoberto em 1955 e leva o nome do químico russo Dmitri Mendeleev. 

Os descobridores dos novos elementos ainda não se manifestaram sobre suas preferências de nome. Mas a equipe de cientistas japoneses já havia sugerido, alguns anos atrás, que um possível nome para o 113 seria “Japanium”.

Os novos elementos são sintéticos, ou seja, foram produzidos em laboratório. Os cientistas usaram aceleradores de partículas para colidir átomos de outros elementos químicos, e com isso chegar aos novos. Eles não existem na natureza e, no laboratório, duram frações de segundo antes de se transformar em elementos mais leves. Ou seja, não têm serventia prática imediata. Não podem ser usados para construir coisas, por exemplo. São uma consequência da pesquisa científica basal, que procura entender melhor a natureza e o comportamento dos núcleos atômicos. E uma grande descoberta. 

“Para um cientista, isso é mais do que ganhar uma medalha de ouro olímpico”, definiu Ryoji Noyori, vencedor do Prêmio Nobel de Química, ao jornal inglês Guardian. Mas os pesquisadores não querem ficar por aí. “Agora, nós queremos olhar adiante, ir em busca do elemento 119 e de outros além dele”, declarou Kosuke Morita, líder da equipe que produziu o 113. 

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