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Como é o pôr do sol em outros planetas? Esta simulação da Nasa tenta imaginar

No vídeo, é possível ter um vislumbre de como seria o fenômeno em Marte, Urano e até em um planeta fora do Sistema Solar. Assista.

Por Rafael Battaglia - 30 jun 2020, 17h22

Um pôr do sol é daqueles espetáculos da natureza que valem ser apreciados – seja onde você estiver. Luke Skywalker, de Star Wars, que o diga: a cena com os dois sóis no céu de Tatooine é uma das mais emblemáticas de Uma Nova Esperança, e, talvez de toda a saga.

Mas imaginar como seria o pôr do sol em lugares diferentes não é algo apenas para Hollywood. Na última semana, a Nasa divulgou um vídeo com simulações do fenômeno em outros planetas do Sistema Solar. Veja abaixo:

O vídeo mostra três versões de um pôr do sol na Terra: com o céu limpo, parcialmente nublado e totalmente nublado. Além disso, traz simulações de Vênus, Marte, Urano, Titã (uma lua de Júpiter) e do exoplaneta TRAPPIST-1e, que orbita a estrela anã TRAPPIST-1, a 39 anos-luz da Terra, e que é muito parecido com o nosso planeta. A Nasa, inclusive, já fez um vídeo em 360º simulando como seria dar um passeio por esse sistema.

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Além disso, a agência espacial dos EUA lançou outro vídeo, em que compara lado a lado o pôr do sol de cada lugar como se eles fossem gravados com uma lente com ângulo de visão gigante. O ponto branco representa a posição do Sol:

O responsável pelas simulações é o cientista Geronimo Villanueva, do Goddard Space Flight Center, o primeiro centro espacial da Nasa, em Maryland, nos EUA. Villanueva as criou enquanto trabalhava em um sistema de modelos para uma futura missão da agência até Urano.

Esse projeto vai servir como um modelo de comparação. No futuro, quando uma sonda pousar no planeta, será possível comparar a simulação de Villanueva de como a luz solar interage com atmosfera de Urano com as imagens que ela transmitirá. Dessa forma, os astrônomos obterão mais detalhes sobre a composição química da atmosfera de lá – e se estávamos certos sobre ela até então.

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No vídeo, o pôr do sol de Urano é retratado num azul intenso, que desbota para azul esverdeado com toques de turquesa. As cores que vemos no céu são resultado da interação da luz (uma onda eletromagnética) com as partículas presentes na atmosfera (no caso de Urano, hidrogênio, hélio e metano, principalmente). Cada molécula reflete a radiação de um jeito – e o resultado são as cores. Até a poluição influencia nesse processo.

Aproveitando que já estava com a mão na massa, Villanueva se uniu a James Tralie, produtor de vídeos da Nasa, e estendeu a pesquisa de Urano e criou as outras visualizações. O trabalho, agora, integra o Planetary Spectrum Generator (“Gerador de Espectro Planetário”, em inglês), uma ferramenta online desenvolvida por Villanueva e seus colegas do Goddard. Esse gerador facilita a compreensão de atmosferas e superfícies de planetas, luas e cometas, já que mostra como a luz se comporta ao atravessar esses lugares.

Em tempo: se você se interessou pelo assunto, o artista Ron Miller ilustrou como o Sol é visto pelas superfícies de cada planeta do Sistema Solar. Tudo, claro, embasado cientificamente – e com um resultado de tirar o chapéu. Veja clicando aqui.

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