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Conheça a árvore da morte

Ela é tão perigosa que você não pode nem ficar debaixo dela em dias de chuva

Por Ana Luísa Fernandes Atualizado em 31 out 2016, 19h01 - Publicado em 5 jan 2016, 16h30

Se você estiver de férias no Caribe, Bahamas ou até na Flórida, fique atento às árvores que passarem pelo caminho: uma delas pode ser a Mancenilheira, ou “el árbol de la muerte“. Elas geralmente vêm acompanhadas de um X vermelho ou algum tipo de aviso, mas todo cuidado é pouco. A árvore produz uma seiva leitosa, que escorre para a casca, folhas e frutos. Em contato com a pele, ela pode causar queimaduras sérias e até corrosões. Se os frutos, que são similares a pequenas maçãs, forem ingeridos, causam diarreia, hemorragias, desidratação e podem até matar.

A principal substância responsável por todos esse efeitos é o forbol, um componente orgânico que pertence à família dos ésteres. Como ele é altamente solúvel em água, até as gotas de chuva que entram em contato com a seiva ficam contaminadas. Também não é uma boa ideia queimar a ávore: a fumaça liberada deixa os olhos extremamente irritados, podendo levar à cegueira temporária ou definitiva. Não é à toa que a Mancenilheira ganhou o título dado pelo Guinness World Records de árvore mais perigosa do mundo.

Remover todas parece ser a saída mais fácil, mas elas desempenham um papel importante dentro do ecossistema. Como são altas e densas, protegem as praias da América Central contra a erosão e contra o vento. Historicamente, os povos indígenas do Caribe utilizavam a seiva da Mancenilheira na ponta das flechas, para que o inimigo morresse do modo mais doloroso possível.

Apesar disso, a árvore vem sendo utilizada por carpinteiros há séculos, para fazer mobília de madeira. O segredo é cortar o tronco com cuidado, e depois deixá-lo secar sob o Sol para que o veneno seja neutralizado.

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