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Conheça as pragas que ameaçam atingir o Brasil

Autoridades já têm planos para enfrentar três causadoras de doenças agrícolas, prejudiciais ao cacau, à maçã e ao coqueiro

Por Gabriela Monteiro, de Exame.com
24 out 2017, 14h03

Até onde se sabe, existem cerca de 500 pragas que assolam as lavouras mundo afora e que ainda não atingiram o Brasil. Entre elas, encontram-se fungos, ervas daninhas, vírus e até insetos que colocam as plantações em ameaça.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento criou uma lista, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, elegendo as 20 pragas quarentenárias mais nocivas que já estão no radar das autoridades brasileiras para ações mais agressivas de contenção, vigilância e pesquisa.

Dessas 20, três já possuem um plano de contingência. São elas o fungo Moniliophthora Roreri, que infecta os frutos do cacaueiro; o inseto Cydia Pomonella, que ataca principalmente a maçã; e o Candidatus Phytoplasma Palmae, fitoplasma que causa o amarelecimento letal do coqueiro.

A lista completa você encontra aqui. Conheça uma de cada tipo (ervas daninhas, bactérias, vírus, fungos e nematoides) e o que essas pragas podem causar:

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Cirsium Arvense
Essa planta daninha tem como vítimas principais o trigo, a soja, o milho, o feijão, as ervilhas e a aveia. Ela é infestante e de rápida dispersão, pois sua semente é minúscula e pode viajar por até mil metros de distância apenas com a força do vento. Sua provável origem seria entre o Mediterrâneo e a Europa, que são zonas temperadas. Na América, já está presente no Canadá e no Chile com grande força. Aqui no Brasil, o estado do Rio Grande do Sul é uma área que merece atenção, pois apresenta morfologia semelhante a outros cardos que já existem pela região, o que dificultaria a detecção da praga.

Xanthomonas Oryzae
Trata-se de uma bactéria que pode queimar ou murchar o arroz. A sua introdução se dá em áreas indenes e ocorre por meio de sementes, solos, água contaminada ou plantas selvagens. Ela pode ser uma ameaça para o Brasil, pois é uma bactéria que se adapta em áreas de plantio com temperaturas e umidade elevadas em diferentes biomas.

Tomato Ringspot
Esse vírus infecta fruteiras de clima temperado, como framboesa, amora, maçã, ameixa, cereja, pêssego, uva e morango – além de pimenta, pepino, lírio e orquídeas. Ele é propagado principalmente por mudas e estacas, perpetuando nos pomares. Também é transmitido por sementes de framboesa, morango, pelargônio, soja, tabaco e tomate. Sua disseminação é de curta distância dentro do próprio cultivo. Sua ameaça pode se tornar maior em virtude de trânsito de material vegetal infectado e solo com presença de nematoides transmissores.

Moniliophthora Roreri
A monilíase tem como agente etiológico o fungo Moniliophthora Roreri. Culturas de cacaueiro e cupuaçuzeiro sofrem maiores impactos da praga, mas a doença pode incidir também sobre plantas silvestres do gênero Herrania, conhecidas como cacau-jacaré. A doença está restrita ao continente americano e a incidência da doença em países próximos do Brasil eleva o risco de introdução, principalmente pela região Norte. Caso não haja o controle correto da doença, estima-se que ela possa causar perdas de até 80% na produtividade de frutos.

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Ditylenchus Destructor
Nematoide que compreende mais de 90 espécies de plantas e uma ampla gama de hospedeiros. A principal afetada é a batata, mas pode atingir plantas como batata-doce, cenoura, beterraba e ornamentais como lírio, tulipa, gladíolo e dália. Os efeitos do chamado D. Destructor podem ser percebidos após a colheita ou durante o armazenamento dos tubérculos. Ele é capaz de sobreviver à dessecação e baixas temperaturas e, após seu desenvolvimento, os tecidos tornam-se necrosados e há invasão de bactérias, fungos, ácaros e outros nematoides.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Exame.com

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