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Descoberta arqueológica na Paraíba é considerada uma das mais importantes de 2024

Arte rupestre de mais de 3 mil anos feita em uma pedra com pegadas de dinossauros de 140 milhões de anos entrou no ranking da Archaeology Magazine

Por Eduardo Lima
Atualizado em 3 jan 2025, 15h45 - Publicado em 28 dez 2024, 18h00

A revista Archaeology Magazine é uma das mais principais publicações de divulgação científica do mundo. Como retrospectiva de fim de ano, eles organizaram uma lista com as dez descobertas arqueológicas mais importantes de 2024.

Uma das vitoriosas é uma pesquisa brasileira fascinante que mostrou como seres humanos pré-coloniais interagiram com fósseis de dinossauros, criando pinturas rupestres que conversam com pegadas de dinossauro fossilizadas há cerca de 140 milhões de anos.

Os artistas rupestres do Nordeste eram criadores de palimpsestos. Com origem no grego antigo, a palavra significa “raspar para escrever de novo”. Ou seja: uma superfície que já foi usada para alguma expressão visual vai ser usada de novo, para outra. A pesquisa mostrou que, no Sítio do Serrote do Letreiro, no estado da Paraíba, a arte foi criada em associação direta com registros fósseis reconhecidos pelos seres humanos.

O artigo, um dos destaques arqueológicos de 2024, foi publicado em março na Scientific Reports. O estudo foi liderado por Leonardo Troiano, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e uma das autoras é a conhecida divulgadora científica e tuiteira Aline Ghilardi, professora do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Aprendendo a desenhar pegadas de dinossauro

A rocha onde o palimpsesto arqueológico foi encontrado já era conhecida desde a década de 1980, descoberta pelo arqueólogo e padre italiano Giuseppe Leonardi. Porém, ela só foi analisada de forma detalhada recentemente, com a identificação e a interpretação das grafias na pedra.

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Imagens geometrizadas e símbolos desenhadas por humanos na Idade da Pedra ou do Cobre, como essas do Sítio do Serrote do Letreiro, são chamadas pelos especialistas de petróglifos. As grafias encontradas na análise recente do local, feitas entre 9000 e 3000 anos atrás, estão juntas da maior concentração de pegadas de dinossauros, a maioria de carnívoros.

O mapeamento da rocha também serviu para identificar uma quantidade muito maior de petróglifos do que os arqueólogos conheciam. São mais de 50 espalhados pela área do sítio arqueológico.

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Essa pesquisa é a primeira que encontrou evidências de uma conversa entre arte rupestre e registros fósseis. Os Homo sapiens, que viviam na região há pelo menos 10 mil anos, não só descobriram as pegadas fossilizadas dos dinossauros extintos há milhões de anos, como também estabeleceram uma conexão simbólica com as marcas deixadas na pedra.

Alguns petróglifos têm o mesmo formato das pegadas de dinossauros, o que mostra que provavelmente os seres humanos que habitavam a região reconheceram os registros fósseis e incorporaram eles à sua própria cultura. Ainda não dá para saber o que as pegadas significavam para essas pessoas, mas é inegável que a arte rupestre e os registros fósseis fazem parte de uma mesma obra de arte, que começou há 140 milhões de anos e recebeu seus toques finais há poucos milênios.

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