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Descoberto o maior objeto do universo

Anel de emissões de raios ocupa um espaço 60 vezes maior que a Lua no céu

Um grupo de astrônomos da Hungria e Estados Unidos acaba de revelar a descoberta do maior objeto do universo – ou, como eles preferem definir, “característica”, porque não é uma galáxia, buraco negro ou nada realmente físico, mas um massivo anel luminoso causado por nove explosões de raios gama.

Explosões de raios gama, que ocorrem quando uma estrela supermassiva implode em um buraco negro, são os eventos mais luminosos conhecidos. Elas emitem, instantaneamente, tanta luz quanto uma estrela como o Sol produziria em toda sua vida de dez bilhões de anos.

O anel está há 7 bilhões de anos luz de distância e tem 5 bilhões de anos-luz de diâmetro. Para se ter uma ideia, a nossa galáxia, a Via Láctea, tem, dependendo a quem se pergunte, entre 100 e 180 mil anos luz de diâmetro – o anel é 27.777 vezes maior do que ela. É tão grande que, se sua luz não fosse fraca demais para ser visível a olho nu, ocuparia um arco de 36 graus na abóbada celeste – 60 vezes maior que a Lua.

Tão grande, de fato, que a astrofísica talvez tenha que ser revista. Um objeto assim viola o Princípio Cosmológico, que prevê a distribuição de matéria no universo desde o Big Bang. Segundo esse princípio, estima-se que nada poderia ser maior que 1,2 bilhão de anos-luz. “Se estivermos certos, essa estrutura contradiz os modelos atuais do universo. Foi uma supresa imensa encontrar algo tão grande assim – e ainda não temos certeza como algo assim pode sequer existir”, afirma o astrônomo Lajos Balazs, autor do estudo.

Fonte:

5 billion light years across: the largest feature in the universe, Royal Astronomical Society