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É verdade que a cada geração ficamos mais altos?

[pergunta de Anna C. Negri, Indaial, SC]

Sim, principalmente nos países desenvolvidos. Apesar de o crescimento ser limitado pela genética, a melhora na dieta e nas condições de saúde sempre traz centímetros a mais. “O consumo de proteínas estimula a produção de células dos tecidos ósseos e musculares, acelerando o crescimento”, diz a nutricionista paulista Flora Spolidoro. Em muitas cidades brasileiras tornou-se comum ver filhos maiores que os pais.

O pediatra Sidney Brandão, da Universidade Estadual de Campinas, analisou a estatura das últimas três gerações naquela cidade e comprovou um aumento médio de 3 centímetros por década. Mas o caso mais exemplar de espichamento é o do Japão. No período anterior à Segunda Guerra Mundial, a dieta japonesa era pobre em cálcio e proteína animal. Todo mundo era tampinha. Depois da década de 50, com o rápido desenvolvimento da economia, o cardápio nipônico também ficou mais rico. Hoje a média de estatura dos jovens japoneses é de 1,71 metro. “Há grupos sociais que chegam a 1,80”, afirma Brandão. Ou seja, baixinho é a avó.