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Está liberada a mistura de espécies

Por Ana Carolina Leonardi Atualizado em 15 dez 2016, 19h17 - Publicado em 15 set 2016, 19h11

O Instituto Americano de Saúde quer voltar a financiar pesquisas que injetam células humanas em embriões animais.

A ideia é criar bichos com órgãos semi-humanos para diminuir a fila de transplantes ou com cérebros parecidos com o nosso para testar remédios contra doenças como o Parkinson.

Ninguém sabe ainda o resultado dessas pesquisas. “O organismo resultante pode carregar uma modificação benéfica ou maléfica e, por exemplo, sofrer de intensa dor”, diz Eugenia Costanzi-Strauss, professora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

Está liberada a mistura de espécies
Ana Matsutaki

Uma das grandes preocupações é que as células humanas acabem chegando ao sistema nervoso do hospedeiro, onde podem afetar o comportamento e ganhar características parecidas com as humanas.

Misturar células nossas com outros primatas segue sendo proibido. “Células primatas são muito parecidas entre si. Os resultados são menos precisos”, explica a professora Irene Yan, também do ICB.

Outro problema é fazer com que os seres sobrevivam: até hoje, nenhum embrião misturado chegou a nascer.

Fonte: National Institute of Health

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