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Estamos procurando errado: os ETs mais inteligentes estariam nos aglomerados estelares

Estudo aponta que estrelas próximas uma das outras podem abrigar vida. E mais: se quisermos encontrar civilizações capazes de se comunicar com a gente, é para os aglomerados que devemos apontar nossos radiotelescópios. Veja por quê.

Pois é. É bem possível que estejamos procurando vida alienígena nos lugares errados. Um novo estudo, publicado na revista Nature, aponta que os aglomerados de estrelas, que contêm milhares (ou até milhões) de astros, podem ser a morada extraterrestre mais provável. Até o momento, astrônomos acreditavam que a força gravitacional muito intensa entre essas estrelas, que as deixa muito próximas umas das outras, fosse um empecilho para a existência de vida. 

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Entretanto, a pesquisadora Rosanne Di Stefano, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, aponta que essa proximidade astral pode ser uma vantagem. E esses combos de estrelas também podem significar que existam planetas com distâncias muito pequenas entre eles no Universo. “Se existir uma sociedade avançada em um ambiente como esse, ela poderia se propagar de forma relativamente fácil, porque estamos lidando com distâncias que são muito mais curtas”, aponta.

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Estima-se que, dentro desses aglomerados, as estrelas estejam posicionadas, em relação umas às outras, a uma distância de 100 a 1.000 vezes a viagem da Terra para o Sol. Analisando esses percursos, Di Stefano identificou que cada aglomerado tem um “ponto ideal”, onde existe mais estabilidade para que um planeta se mantenha por tantos anos, que ela chamou de sweet spot. O próximo passo da pesquisa é encontrar esses possíves planetas estáveis dentro dos aglomerados. 

Com essa facilidade de conexão e de viagens interestelares, civilizações conseguiriam se preservar por bilhões de anos dentro desses aglomerados. E, assim, é provável que seja possível estabelecer comunicação conosco, humanos, no futuro. 

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