Clique e assine a partir de 5,90/mês

Formato da cabeça faz tubarão-martelo nadar pior

Quantidade de energia gasta pode ser até 10 vezes maior em comparação a outros tubarões.

Por SUPER - Atualizado em 13 out 2020, 17h56 - Publicado em 1 out 2020, 17h54

As oito espécies de tubarão-martelo conhecidas pela ciência destoam de qualquer outro peixe. Tudo porque elas carregam uma característica inconfundível: seus olhos e narinas estão localizados nos chamados cefalofólios, estruturas que lembram aerofólios de carros e podem medir até um metro de ponta a ponta.

Como a seleção natural chegou a esse design tão peculiar ainda é um mistério. Um novo estudo, feito por cientistas da Universidade do Mississippi, porém, usou modelos de computador para comparar o nado de tubarões-martelo com o de outros peixes na tentativa de se aproximar de uma resposta. 

Uma das hipóteses era de que o formato dos cefalofólios fosse hidrodinâmico, assim como as asas de um avião são aerodinâmicas. Mas, para a surpresa dos cientistas, o achatamento cria resistência ao nado em linha reta – os tubarões-martelo precisam fazer até dez vezes mais força para se locomover em frente. 

Mas o formato diferenciado de cachola não traz só prejuízos: basta uma pequena inclinação para que o tubarão-martelo faça curva repentina. Isso permite que ele realize manobras debaixo d’água e troque de altitude com mais facilidade.

Essa habilidade pode ser útil na hora de perseguir uma presa – um privilégio que exímios nadadores, como o tubarão-branco, por exemplo, adorariam ter.

Continua após a publicidade
Publicidade