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Formigas colonizam bunker nuclear e criam a própria sociedade

Os bichinhos caíram lá por meio de uma tubulação - e nunca mais saíram

Há poucos lugares mais hostis do um bunker abandonado: não há comida, luz, e as temperaturas não são nada amenas. Má notícia para algumas formiguinhas da espécie Formica polyctena. Pesquisadores poloneses descobriram que um antigo abrigo antibombas soviético virou o lar de milhões de formigas. E lá, elas inventaram uma nova forma de se organizar.

Os pesquisadores nem foram para o lugar atrás dos insetos. Os animais que chamaram a atenção deles eram maiores: os morcegos. Eles sabiam que uma comunidade dos mamíferos estava vivendo no antigo abrigo militar, e foram lá conferir. Acontece que quando chegaram na área perceberam que havia um formigueiro no espaço. A área da casinha para formigas ocupa quase todo o chão de um dos cômodos, com 3 m² e 60 centímetros de altura.

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Passado o susto, os envolvidos na pesquisa resolveram entender um pouco mais sobre o que estava acontecendo ali e, ao inspecionar o formigueiro, perceberam três coisas extremamente incomuns em construções desse tipo: lá dentro não existiam larvas, nem formigas macho, tampouco rainhas. Era uma zona completamente voltada para os animais operários. Uma nova sociedade para esse tipo de animal.

O formigueiro ficava embaixo de um tubo de ventilação. Nada à toa. Era por ali que os animais chegavam. Na superfície, bem ao lado da abertura da tubulação, havia um formigueiro. Acontece que as formiguinhas distraídas caiam no buracão. Praticamente o poço da morte de 300 – até porque lá de baixo não tinha muita vida.

Eis que, apesar dos bichos que se organizarem lá em baixo, não tinha muito o que fazer. Os pesquisadores ainda não acharam nenhum tipo de comida para as formigas lá embaixo – na natureza elas sobrevivem se alimentando da casca de árvores e outros insetos. Logo eles morriam, e não foram poucos. Os que presenciaram o local estimaram cerca de dois milhões de formigas mortas.