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Informações da internet podem ser armazenadas dentro do DNA

O método de armazenamento nada convencional pode ajudar a humanidade a preservar o seu conhecimento por milênios

Antes de tudo, se esse novo método realmente funcionar, você poderá estar lendo esse texto em 3016. Se você ainda está em 2016, é melhor explicar: as informações guardadas na internet não vão ecoar infinitamente. Hoje, estamos bem servidos com os discos rígidos e servidores que sustentam a nossa rede, mas o passar dos anos vai tornar tudo isso obsoleto e ilegível. Então, como será possível armazenar o conhecimento humano, se não podemos confiar nem nos nossos computadores? Um time de pesquisadores da Suíça tem uma resposta inesperada: usando o DNA.

Em 2012, um estudo mostrou que é possível traduzir um megabyte, que é uma unidade de armazenamento de memória dos computadores, em informação dentro do DNA. Assim como o sistema binário utilizados nos computadores, o DNA tem a sua própria linguagem. No caso, essa é linguagem é escrita por sequências de nucleotídeos.

A grande vantagem do DNA é que ele consegue guardar uma enorme quantidade de dados dentro de um espaço minúsculo. Teoricamente, apenas 1 grama de DNA consegue carregar 455 exabytes de informação. “Só” isso é capaz de armazenar todos os dados do Google, Facebook, e de qualquer outra grande companhia de tecnologia, de acordo com a New Scientist. Ah, e ainda sobra bastante espaço.  

O problema é que o DNA, assim como os meios de armazenamento que conhecemos, se degrada, reagindo com água e oxigênio. Os pesquisadores Robert Grass e Reinhard Heckel também têm a resposta: uma espécie de fossilização. O DNA sintetizado seria “embalado” em um vidro estável, mas como nem todo método é infalível, eles também se prepararam para os possíveis erros. Heckel pretente adicionar redundâncias, partes repetidas ao DNA. Assim, se alguma parte for perdida, ela poderá ser recuperada.