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Manguinhos versus Butantan

Cobras, lagartos & outros bichos, Editora UFRJ/Fundação Oswaldo Cruz/Casa de Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 1993

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h38 - Publicado em 22 jul 2009, 22h00

Jaime Larry Benchimol e Luiz Antônio Teixeira,

Esta é a história de dois dos mais importantes institutos de ciências biomédicas do Brasil – Manguinhos (que hoje é a Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro, e Butantan, em São Paulo. Ambos surgiram ao mesmo tempo com a chegada da peste bubônica ao país, em 1899, mas trilharam caminhos diferentes. No início do século XX, Manguinhos acabou se especializando em doenças infecciosas tropicais, como a febre amarela ou o mal de Chagas. Começou a preparar soros e vacinas, além de se dedicar ao ensino da Bacteriologia. Já o Instituto Butantan se restringiu às cobras e à pesquisa de soros antiofídicos. Ainda assim, os dois institutos passaram a concorrer entre si. A competição só foi acabar durante o Estado Novo (1937-1945). Os autores, Jaime Larry Benchimol e Luiz Antônio Teixeira, especializados em história da Saúde Pública, contam por quê: o presidente Getúlio Vargas decidiu unificar as equipes de cientistas, sob a alegação de que isso facilitaria o financiamento das pesquisas.

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