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Método polêmico promete acabar com ataques de tubarão

“Biteprinting” permitiria identificar – e eliminar – animais que mordem humanos.

Por Luisa Costa 13 abr 2022, 15h49

Segundo dados do governo americano, a chance de uma pessoa morrer por um ataque de tubarão é de 1 em 3,7 milhões (um risco 47 vezes menor do que os relâmpagos, por exemplo). Mesmo assim, esses animais são popularmente considerados perigosos comedores de gente – o que levou a abates em massa no século passado.

Hoje, vários países colocam redes e anzóis com iscas para tentar acabar com os tubarões em suas praias. Mas há quem diga que um número relativamente pequeno de tubarões é responsável pela maioria dos ataques – e que eles poderiam ser identificados e mortos, sem afetar o resto da população desses animais (devido à caça excessiva, mais de 30% das espécies de tubarão e arraia já correm risco de extinção).

É o que afirma o francês Eric Clua, biólogo marinho da École Pratique des Hautes Études, em Paris, que desenvolveu um método chamado biteprinting – “impressão bucal” – para fazer isso. A Super conversou com ele para entender.

Qual é a lógica do biteprinting? Ele se baseia na coleta de amostras de DNA dos tubarões considerados perigosos. Esse perfil genético individual seria complementado por fotoidentificação ou outro meio que permita o reconhecimento individual posterior do tubarão – e sua possível remoção [eliminação] se houver ataques. Dessa forma, grandes bancos de dados locais seriam construídos e compartilhados entre regiões vizinhas.

Como isso funcionaria na prática? A coleta de dados seria feita a partir de pesca não letal. Depois, qualquer incidente [ataque] de tubarão com humanos coletaria fragmentos de DNA [do tubarão] nos ferimentos da vítima. A espécie e o comprimento do animal também seriam registrados, sempre que possível. Essas informações seriam cruzadas com o banco de dados local, e os poucos tubarões potencialmente responsáveis seriam removidos [caçados] por pesca ou tiro subaquático.

Como você responde às críticas de outros cientistas? Muitos dizem que não há prova direta de que um único tubarão pode morder humanos várias vezes. Mas um estudo que publicarei em breve traz evidências, baseadas em informações genéticas, de que existem “indivíduos problemáticos”. Outros dizem que o custo seria muito alto. Mas os perfis genéticos não custariam mais caro do que os métodos utilizados hoje, e também teriam outros efeitos positivos, como permitir o monitoramento genético das populações de tubarões.

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