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Novo dispositivo pode ajudar a selecionar melhores espermatozoides

Método foi criado na Universidade de Tel Aviv e promete auxiliar inseminações artificiais e fertilizações in vitro

Por Ana Luísa Fernandes - Atualizado em 4 nov 2016, 19h08 - Publicado em 15 jan 2016, 17h45

Os cientistas Natan Shaked e Miki Hifler, da Universidade de Tel Aviv, criaram uma nova tecnologia que permite a análise de qualidade do esperma sem o método de coloração, que pode alterar a viabilidade das amostras. Ao que tudo indica, as baixas taxas de sucesso de tratamentos como inseminações e fertilizações – de 20% a 30% -, podem melhorar significativamente com a novidade. Sob as lentes de microscópios comuns, as células são praticamente transparentes – o contraste é mínimo. Se um um espermatozoide for utilizado para fertilização, ele não pode passar pelo processo de tingimento, já que isso pode prejudicar o feto. O desafio é – ou era – selecionar os candidatos sem a coloração, e ainda dizer se eles eram viáveis ou não.

Até agora, os médicos escolhiam os melhores espermatozoides de acordo com a velocidade, mas esse não é necessariamente um bom parâmetro para indicar qualidade do DNA. “Alguns dos melhores candidatos são lentos ou até imóveis, porque suas caudas podem funcionar mal. Se conseguirmos determinar a estrutura completa e a composição do esperma, o sucesso dos tratamentos aumenta. Sucesso significa mais bebês sem defeitos congênitos”, diz Shaked.

O dispositivo ainda é bem pequeno e relativamente barato: uma pequena caixa preta que pode ser acoplada ao microscópio convencional, custando 1.000 dólares. Testes clínicos ainda não necessários para que a técnica seja utilizada efetivamente por laboratórios.

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