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O fim de tudo

É possível que a vida na Terra acabe um dia. Como isso aconteceria? Conheça as ameaças que nos esperam e as catástrofes que já quase exterminaram de vez todos os seres vivos do planeta

Alessandro Greco

De onde viemos? Para onde vamos? Você certamente já se fez essas duas clássicas perguntas existenciais. Os cientistas também. Há tempo eles vêm procurando as respostas. Sobre a primeira, apesar de haver diversos estudos a respeito, há muita dúvida e pouca certeza, de maneira que as origens do Universo, da Terra e do homem ainda seguem envoltas em dúvidas. Em compensação, a respeito da segunda questão já não resta dúvida nenhuma: a vida na Terra vai desaparecer. Resta apenas saber quando é que isso ocorrerá. O que você vai ler a seguir é um relato das ameaças mais importantes que pairam sobre nosso planetinha azul. Mas, como aperitivo, saiba o seguinte: mesmo que não se confirme nenhuma das ameaças imaginadas pelos mais pessimistas, a sorte da Terra está selada, ainda que isso leve os 7 bilhões de anos que faltam até que o Sol exploda e nos transforme em cinzas.

Mas existem ameaças mais próximas. A mais iminente, que já anda nos espreitando, é a guerra nuclear. Se você achava que esse risco tinha acabado com o fim da Guerra Fria, nos anos 80, está enganado. Segundo o astrônomo e futurólogo britânico Martin Rees, ainda neste século é possível que a espécie humana destrua sua própria civilização. Ele fez as contas em seu livro mais recente, Our Final Hour (“Nossa Última Hora”, inédito no Brasil), e concluiu que há grande chance de nos autodestruirmos. E nem precisaremos criar novas tecnologias de destruição. As armas já conhecidas, como a bomba atômica e a de hidrogênio, são suficientes para fazer o serviço, sem contar algumas armas químicas e biológicas desenvolvidas pela ex-URSS nos anos 70 e 80 cujo paradeiro é desconhecido. Ou armas que ainda nem imaginamos ser possível construir.

Em um cálculo rápido, Rees diz que, se dividíssemos pela população mundial o poder de fogo total (incluído o arsenal nuclear e convencional) só dos Estados Unidos e da Rússia, sobraria para cada pessoa um cascudo equivalente a uma bomba do tipo “daisy cutter”, a mais potente bomba não-nuclear existente, com 33 toneladas de explosivos.

A guerra nuclear, portanto, ainda é uma das maiores ameaças sofridas pela raça humana, segundo Rees. “O perigo nuclear irá continuar conosco, pois armas atômicas não podem simplesmente ser ‘desinventadas’”, disse ele à

Super. E o simples fato de elas existirem gera um problema geopolítico ainda mais complexo. “Em 100 anos, podem surgir novas alianças políticas, quem sabe até com a formação de novas potências. Isso poderia levar a situações tão perigosas como aquelas da Guerra Fria, talvez com conseqüências ainda mais catastróficas”, afirma Rees.

Uma medida da proximidade de uma guerra atômica é dada pelo Relógio do Dia do Juízo Final, um índice criado na metade do século passado e publicado desde 1947 pelo Bulletin of the Atomic Scientists (“Boletim dos Cientistas Atômicos”, uma revista especializada em energia nuclear). Segundo esse índice, quanto mais perto da meia-noite estiverem os ponteiros do relógio, mais perto estaremos do dia do juízo final. A última mudança no horário do relógio foi feita pelos cientistas há pouco mais de um ano. Na ocasião, o ponteiro dos minutos andou, infelizmente, para a frente. Passou de 9 para 7 minutos para meia-noite. Na assinatura do Tratado de Redução das Armas Estratégicas pelos Estados Unidos e pela ex-União Soviética em 1991 o relógio marcou 17 minutos para meia-noite, mas, ao contrário do esperado, desde então só andou para a frente. Segundo o boletim, um dos motivos para o relógio ter se aproximado da meia-noite nos últimos anos é que ainda há mais de 31 mil armas nucleares em poder de oito nações, uma diminuição de apenas 3 mil armas desde 1998. “Mesmo se os Estados Unidos e a Rússia completarem seu plano de redução de armas nos próximos dez anos, eles continuarão a apontar centenas de ogivas um para o outro”, diz o boletim.

MICROASSASSINOS

As armas nucleares, no entanto, são uma realidade do século 20 com a qual nos habituamos a lidar. Neste recém-iniciado século, novos perigos tecnológicos estão surgindo e o maior deles vem dos avanços na biocibernanotecnologia. Com as novas tecnologias, uma única pessoa terá poder de destruição equivalente ao que uma nação tinha 100 anos atrás. “Alguns poucos indivíduos com a mentalidade de quem hoje projeta vírus de computador podem ser capazes de projetar e disseminar vírus reais geneticamente modificados”, diz Rees.

Proteger o mundo contra esse tipo de má aplicação do conhecimento científico não será fácil. E, mesmo que seja possível, terá conseqüências para o nosso futuro. “Uma mesma descoberta pode ter aplicações benignas e perigosas. Não podemos evitar os riscos a não ser que nos neguemos os benefícios das descobertas”, afirma Rees. Seria o mesmo que querer banir os carros porque eles causam acidentes. Ainda que chegássemos a um consenso sobre quais aplicações científicas deveriam ser banidas, baseadas nos seus potenciais riscos ou problemas éticos, isso poderia ser impraticável, por razões comerciais. Banir ou deixar de desenvolver aplicações potencialmente perigosas é, no entanto, um risco até fácil de ser controlado se comparado a um simples erro humano. “O desastre pode ser causado por alguém simplesmente incompetente”, diz Rees. O botão errado apertado por um técnico na usina nuclear soviética de Chernobyl e que levou ao famoso acidente em 1986 é somente um dos exemplos de como a vida humana está na ponta dos dedos de algumas poucas pessoas. Basta que elas façam uma besteira.

Mas nenhuma perspectiva de destruição da vida na Terra para este século é tão repugnante quanto a imaginada pelo americano Eric Drexler, considerado um dos mais importantes pesquisadores em tecnologia no mundo e criador do termo nanotecnologia. Em seu livro Engines of Creation (“Máquinas da Criação”, inédito no Brasil), publicado em 1986, ele batizou a ameaça de “meleca cinza”. Segundo Drexler, o caminho natural da indústria de tecnologia é a miniaturização, a auto-reprodução e a captação independente de energia. Ou seja, daqui a alguns anos, diz ele, as máquinas serão microscópicas (já são), hábeis o suficiente para fabricar outras iguais a elas e capazes de retirar energia diretamente do ambiente. Para Drexler, não é preciso que alguém mal intencionado projete nanomáquinas destruidoras. Bastaria um erro de cálculo para que essas engenhoquinhas se transformassem na maior praga que o planeta já viu e comessem toda matéria orgânica da Terra. A idéia é a seguinte: imagine uma nanomolécula que se autoduplicasse a cada mil segundos, criando outra molécula igualmente capaz de se autoduplicar. Em dez horas, a partir de uma unidade, nasceriam 68 bilhões de nanomoléculas. Agora imagine uma bactéria onívora (que come de tudo), feita com a ajuda da nanotecnologia, que se replicasse nessa velocidade. Em alguns dias ela poderia reduzir a biosfera a pó.

Parece mirabolante demais, não? Mas tem gente graúda que levou a coisa a sério, gente como o cientista Bill Joy, co-fundador da Sun Microsystems e criador da linguagem Java. No artigo “Por Que o Futuro Não Precisa de Nós”, publicado há três anos na revista americana Wired, Joy expõe o perigo do desenvolvimento da genética, nanotecnologia e robótica para o século 21. A solução, segundo ele, seria que os cientistas abdicassem de construir armas de destruição em massa baseadas nessas tecnologias. Mas todos sabemos que apelar para o bom senso humano é uma solução pouco eficaz.

ENTRANDO NUMA FRIA

Se conseguirmos sobreviver à nossa propensão de destruir a vida na Terra, o desafio seguinte serão as catástrofes naturais que nos esperam. É bom lembrar que, até hoje, já houve seis grandes extinções em massa na Terra, todas causadas por cataclismos naturais – a última delas foi a que acabou com os dinossauros, há 65 milhões de anos (leia infográfico na página 96). A próxima dessas catástrofes deve ser uma nova era glacial, que pode ocorrer entre 30 mil e 40 mil anos a contar de agora. Mas isso não é novidade. Idades do gelo já ocorreram várias vezes na história da Terra, sendo que a última terminou há cerca de 12 mil anos, quando nós, Homo sapiens, já andávamos por aí. Nela, o gelo cobriu o Canadá e o norte da Europa, o Alasca se uniu à Ásia, o Japão ficou ligado à China e a Austrália e a Nova Guiné formaram um bloco continental. “Houve pelos menos 18 avanços e retrações do gelo nos últimos 2,5 milhões de anos. Ao longo da história do planeta, a Terra em geral esteve fria, mas, como o mecanismo de um relógio, pequenos períodos interglaciais ocorreram a intervalos de aproximadamente 100 mil anos”, afirmam os cientistas americanos David Brownlee e Peter Ward no livro Life and Death of Planet Earth (“Vida e Morte do Planeta Terra”, inédito no Brasil). Vivemos em um desses períodos interglaciais.

Quando a próxima idade do gelo chegar, o cenário será desolador. Geleiras se estenderão por Nova York e pela Europa central. O oceano Atlântico ficará cheio de icebergs. As calotas polares terão até 3 quilômetros de altura, equivalente a oito vezes a altura do Empire State Building, e o vento de 300 quilômetros por hora soprando nelas criará uma terra desolada de areia e pó à frente das geleiras. Uma paisagem sem árvores, semelhante a uma tundra, irá se prolongar por centenas de quilômetros para o sul e grandes desertos se formarão. Mamíferos que hoje vivem na calota polar poderão ser encontrados na Europa. “Já foram achados, por exemplo, fósseis de ursos polares na Holanda, o que indica que eles já viveram lá”, diz o paleontólogo Reinado Bertini, da Universidade Estadual Paulista em Rio Claro.

Já os seres vivos migrarão para climas mais amenos em busca de alimento e conforto e parte da espécie humana, se essa espécie bizarra ainda estiver sobre a Terra, morrerá literalmente de fome. “Com o avanço da próxima idade do gelo, o clima do mundo ficará mais frio e seco e os largos cinturões verdes – que hoje abastecem de comida boa parte da humanidade – irão diminuir em tamanho. A produção de alimentos ficará comprimida em estreitas zonas de latitude média entre calotas de gelo e desertos”, afirmam Brownlee e Ward. A causa das glaciações ainda é desconhecida, mas a hipótese de que ela seja uma combinação da variação da órbita da Terra em torno do Sol com a variação da energia emitida pelo Sol vem ganhando força. Explicaria, por exemplo, o fato de as glaciações serem cíclicas, pois a órbita da Terra em torno do Sol muda de circular para elíptica aproximadamente a cada 95 mil anos.

O CÉU, A TERRA E O L

Mas as eras glaciais cíclicas não são a maior provação pela qual a vida na Terra irá passar. Segundo o paleontólogo emérito da Universidade de Chicago David Raup e seu colega John Sepkoski Jr., as extinções em massa também são cíclicas e ocorrem aproximadamente a cada 13 milhões de anos. Eles estudaram fósseis marinhos dos últimos 600 milhões de anos e fizeram um gráfico. Concluíram que a cada 26 milhões de anos ocorre uma extinção. Mas não se assuste. A última delas foi há 13 milhões de anos. Se Raup e Sepkoski estiverem certos, as espécies da Terra que sobreviverem à glaciação ainda têm 13 milhões de anos de vida. “É difícil dizer quais espécies vão morrer, pois isso depende das alterações ambientais, mas pássaros, baratas e ratos provavelmente sobreviverão por serem altamente adaptáveis. Se alguém herdar este planeta, serão eles”, diz Reinaldo.

Há várias hipóteses para explicar as extinções em massa. Algumas foram provocadas por agentes extraterrestres, como meteoros, outras ocorreram devido a glaciações. E existem ainda as catástrofes causadas por erupções vulcânicas e mudanças bruscas no nível do mar ou na quantidade de oxigênio e sal nos oceanos. Mas elas também podem ser obras da natureza, mais especificamente de um desequilíbrio momentâneo no caos equilibrado em que a vida se desenvolve – como uma pilha de areia à qual vamos somando punhados de areia até que ela, de repente, desaba, como propõe o biólogo americano Stuart Kaufman no livro At Home in the Universe (“Em Casa no Universo”, inédito no Brasil).

Há ainda cientistas como Richard Muller, da Universidade de Berkeley, na Califórnia, que acreditam que haja uma estrela irmã do Sol, batizada de Nêmesis. Segundo Muller, que criou a teoria, ela passaria a cada 26 milhões de anos por uma nuvem de cometas e sua gravidade arremessaria longe uma grande quantidade desses corpos celestes. Um deles colidiria com a Terra, gerando as extinções em massa periódicas propostas por Raup e Sepkoski. Mas ninguém conseguiu sequer achar indícios de que Nêmesis exista.

Outras estrelas, porém, podem ser a Nêmesis da Terra. Para o biólogo inglês Charles Cockell, autor do livro Impossible Extinction (“Extinção Impossível”, inédito no Brasil”), raios cósmicos vindos de uma supernova (a explosão de uma estrela gigante) podem causar um estrago considerável para a vida aqui. “Haverá provavelmente uma explosão perto o suficiente para afetar nosso planeta a cada 70 a 500 milhões de anos”, diz ele no livro. Impossível calcular quanto tempo falta para ocorrer a próxima, porque ninguém sabe quando foi a última. As conseqüências são pura especulação, mas, segundo Cockell, um cálculo feito pelo físico Malvin Ruderman, da Universidade de Colúmbia, mostra que o bombardeio de raios cósmicos poderia durar até três séculos e destruiria a camada de ozônio da Terra. Sem ela, receberíamos radiação ultravioleta diretamente na pele.

Aqueles que conseguirem resistir à idade do gelo, à próxima extinção em massa e aos raios das supernovas terão que encarar um páreo duríssimo para sobreviver: a criação de uma nova Pangéia, o supercontinente que deu origem aos cinco continentes existentes hoje – a nova união dos continentes será fruto do movimento constante das placas tectônicas. Nela, o clima será muito quente ou muito frio para os habitantes da Terra, mas ainda falta algo em torno de 250 milhões de anos para que Europa, África, América do Norte, América do Sul e Ásia se fundam e criem essa mistura de era do gelo e inferno na Terra. “O interior desse supercontinente terá um clima muito mais rigoroso que o dos continentes de hoje, cujo clima é amenizado pelos oceanos. O calor e o frio extremos e as secas causadas pelo bloqueio das tempestades marinhas pelo anel de montanhas levarão a uma grande extinção”, diz Reinaldo. A única certeza é que daqui a 250 milhões de anos a vida será diferente. “Os reinos animal e vegetal que conhecemos hoje estarão extintos. O que haverá serão descendentes deles.”

Se a vida na Terra sobreviver a todos esses percalços, mesmo assim ela não irá escapar de ser extinta, e o responsável será justamente aquele que permitiu que a vida existisse na Terra, o Sol. Em aproximadamente 7 bilhões de anos – é, vai demorar muito, muitíssimo – o Sol irá se transformar em uma gigante vermelha, aumentando seu diâmetro em quase 200 vezes, e irá literalmente engolir a Terra e a vida que aqui estiver. Aí, fim da história.

Os altos e baixos da vida

A biodiversidade variou muito na Terra. A linha abaixo representa o número de famílias de animais existem no planeta ao longo da história. Na biologia, a família reúne bichos muito diferentes. Para se ter uma idéia, todos os cães e lobos compõem uma só família – os canídeos

A VIDA FLORESCE

Depois de 1,8 bilhão de anos do surgimento da vida, o nível de oxigênio na atmosfera chega ao patamar que tem até hoje (21%), permitindo uma multiplicação desenfreada de animais macroscópicos, chamada de “explosão cambriana”. Surgem as primeiras espécies com carapaças, os avós de todos animais de hoje. Para ajudar, surge a camada de ozônio, que até hoje filtra radiações letais que vêm do Sol. Com tanto conforto, a vida se desenvolve rapidamente, tanto que, debaixo d·água, o mundo começa a ganhar os traços atuais. Surgem os invertebrados marinhos ancestrais dos polvos e artrópodes com 5 centímetros, conhecidos como trilobites. Junto a eles, algas, corais e até peixes primitivos

O PRIMEIRO CATACLISMO

O único continente existente, a Pangéia, começa a se dividir. Terras submersas se elevam ou congelam, eliminando 60% dos gêneros marinhos surgidos nos períodos anteriores. Em apenas 10 milhões de anos, um piscar de olhos do ponto de vista geológico, um terço das famílias desaparece, entre elas metade dos tipos de equinodermos (ouriços-do-mar) e crustáceos originados após a explosão cambriana

TRAGÉDIAS SEGUIDAS

A divisão da Pangéia cria novos ambientes e pressiona os seres vivos a se adaptar a eles. A diversidade aumenta. Pântanos recém-formados são habitados por peixes com barbatanas e, entre terra e mar, surgem os anfíbios. Pela primeira vez as plantas ultrapassam um metro de altura e se espalham, envoltas pelos primeiros animais da vida terrestre: aranhas, ácaros, centopéias e insetos sem asas. Mas, em outro piscar de olhos geológico, coisa de alguns milhões de anos, o planeta sofre cataclismos seguidos: glaciações e impactos de asteróides. Um terço das famílias desaparece novamente. Espécies marinhas microscópicas que vivem aglomeradas em colônias são as mais afetadas

A MAIOR EXTINÇÃO EM MASSA

No período conhecido por Carbonífero, crescem florestas de plantas vascularizadas (samambaias enormes, de até 20 metros de altura). Como a maioria das terras é pantanosa, a diversidade dos insetos aumenta (libélulas, baratas, besouros). Os anfíbios atingem uma variedade e proliferação nunca mais atingidos. Em alguns milhões de anos a água que cobria boa parte das terras evapora. A extensão de terreno seco se torna enorme, causando a maior crise biológica da história do planeta. De 70% a 80% da vida sucumbe: 96% dos animais marinhos, dois terços dos animais terrestres. Insetos são menos afetados. Além da queda do nível do mar, os animais podem ter sido vítimas de erupções vulcânicas

SURGEM OS DINOSSAUROS

Depois da maior de todas as crises, no período triássico surgem novidades cheias de dentes: os primeiros répteis (crocodilos, répteis voadores e os primeiros dinossauros). Proliferam árvores gimnospermas (sem flores e com sementes, como pinheiros). Mas o número de famílias de que se tem registro fóssil sobe pouco. A fauna mal havia se recuperado da grande extinção quando sofre outra, fazendo a diversidade cair cerca de 10%. As extinções podem estar relacionadas a impactos de meteoros

LÁ SE VÃO OS DINOS

O nível do mar volta a subir. Terras que antes eram continentais passam a ser marinhas, formando grandes mares intercontinentais. Aparecem os primeiros mamíferos e aves, mas insignificantes em número. O Jurássico é mesmo dos répteis, que dominam na terra, no ar e na água. Os dinossauros reinam. Mas esse reinado logo chega ao fim. O impacto de um meteoro onde hoje fica o México, junto com erupções que cobriram grande parte do planeta, causa a segunda grande extinção: os dinossauros e 60% dos animais sucumbem. Acredita-se que a luz do Sol pode ter sido barrada pela poeira lançada pelo impacto do asteróide, secando as fontes de alimento

Para saber mais

Na livraria

The Life and Death of Planet Earth

Donald Brownlee e Peter Ward, Times Books

Our Final Hour

Martin Rees, Basic Books

Na internet

http://www.thebulletin.org

http://www.bbc.co.uk/education/darwin/exfiles/index.htm

hannover.park.org/Canada/Museum/extinction/tablecont.html