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O que deu no seu biome proteômico?

Quêêê? Quein? Entenda - e já saia falando agora - o que só vai estar na boca do povo daqui a algumas décadas

Autolayout em 3D – Tecnologia empregada para gerar imagens de realidade virtualizada. Será vital para garantir o realismo de jogos e filmes.

 

Biome – Junção dos termos bio+exame, o biome é um exame médico informatizado, realizado por máquinas conectadas à Internet. Em vez de um check-up geral, as células do paciente são examinadas uma a uma por robôs superminúsculos, comandados a distância por especialistas. Se for o caso, as maquininhas poderão realizar microcirurgias ou ministrar medicamentos em doses exatas nas áreas comprometidas, sem afetar outras partes do corpo.

Biométrica – Conjunto de técnicas e métodos destinados a identificar um cidadão, com possibilidade mínima de erro, por meio de suas características físicas. Os traços que deverão ser mais usados são a voz, o desenho da íris ou o formato das mãos e do rosto. Elas servirão como uma assinatura natural. Trata-se de um passo decisivo para garantir privacidade e segurança na era pós-digital.

Biorremediação – Uso de microorganismos para destruir diversos tipos de poluição. Um vazamento de petróleo ou resíduos industriais poderiam ser removidos de mares e rios dessa maneira.

Bluetooth – Esse é o nome do sistema de transmissão de dados, voz ou imagens por ondas eletromagnéticas entre um computador e seus periféricos. O Bluetooth poderá ser usado para conectar um celular a uma loja virtual, tanto para fazer um pedido quanto para efetuar o pagamento. Ou, então, para que um vendedor (de carne e osso), possa conversar com o cliente, consultar online o seu chefe de estoque ou diretor financeiro (que podem estar localizados até em outro continente) sobre a disponibilidade de produtos ou sobre as condições de pagamento.

Célula de hidrogênio – “Quantos cilindros aí, chefia?” Isso é o que os frentistas vão perguntar quando você quiser abastecer seu carro a hidrogênio, no qual as células do gás farão o papel de motor. O hidrogênio se combinará com o oxigênio do ar, liberando energia para se transformar em eletricidade para tocar o carro. Pelo cano do escapamento sairá apenas vapor d’água.

Cerâmica biocompatível – Um dos vários tipos de materiais artificiais que misturam propriedades das matérias-primas convencionais. As cerâmicas teriam características de ossos, ou de dentes, substituindo com imensa vantagem as próteses atuais, que, por não serem feitas de material biológico, geralmente apresentam algum inconveniente de adaptação. As biocompatíveis se integrarão por completo ao corpo.

Computação espontânea – Acesso de um computador a dados de outras máquinas ligadas à Internet, com a possibilidade de processamento das informações pelos usuários em tempo real, sem necessidade de download. É o fim da espera digital.

Computação onipresente – Nome genérico de todos os chips que, dentro de mais alguns anos, vão se tornar parte indissolúvel de qualquer objeto – portas das casas, geladeiras, embalagens de produtos nos supermercados, roupas. A lista não tem fim. Segundo os especialistas, a computação onipresente permitirá que tudo se comunique com tudo nas próximas décadas.

Computador quântico – Poderá tornar-se realidade dentro de 20 ou 30 anos, quando cada chip passar a ser feito com um único átomo. Hoje, apesar de minúsculo, um chip compõe-se de trilhões de átomos. Ao contrário dos computadores de hoje, que só realizam uma tarefa por vez, os chips quânticos poderão fazer milhares de operações ao mesmo tempo, ampliando de maneira inimaginável a inteligência das máquinas.

Condensado de Bose-Einstein – Estado da matéria no qual uma substância qualquer passa a se comportar como um único e gigantesco átomo. Isso trará novidades tecnológicas espetaculares. Uma delas, já testada em laboratório, é um raio laser que, em lugar de luz, é composto de um feixe ultrapotente de átomos, concentrados na forma do tal condensado de Bose-Einstein. Esses feixes atômicos, mais poderosos que seus antecessores de luz, poderão ser usados para introduzir quantidades submicroscópicas de uma matéria-prima dentro de outra, revolucionando a engenharia de materiais.

Engenharia de tecidos – Fabricação de órgãos artificiais, mas constituídos por células vivas, por meio da engenharia genética. Em laboratório já se fazem, atualmente, em estágio experimental, sangue e pele.

Estéreo-vídeo – Tecnologia aplicada a objetos em movimento (ver Visão digital).

Imagens raman – Umas das técnicas utilizadas para integrar sons e luz vindos de um objeto em uma única imagem. A imagem raman trará muito mais informação do que as criadas apenas com luz (como fotos e tomografias) ou criadas somente por sons (como as atuais ultrassonografias médicas). Poderá ser usada para construir binóculos ou microscópios que enxergam tão bem no escuro quanto hoje se vê sob iluminação total. O exército com certeza usará essa tecnologia para identificar tanques e aviões inimigos de noite.

Informídia – Programa inteligente capaz de pesquisar e encontrar informações específicas na enxurrada crescente de dados disponíveis na rede. A busca é feita pela integração de tecnologias de compreensão de imagens e sons, inclusive de linguagem falada. Nada daquele clica-clica-clica sem fim.

Linguagem natural – Interface de instrumentos avançados de busca na Internet e de análise de textos ou de documentos sonorizados disponíveis na memória dos computadores. Também será importante no reconhecimento da voz humana pela máquina (ver Informídia).

Mapeamento genético instantâneo – Técnica pela qual se poderá descobrir, em questão de minutos, a exata composição química dos genes causadores de doença em um determinado paciente. Cada pessoa tem versões próprias desses genes. O mapeamento genético indicará tratamentos personalizados, muito mais eficientes.

Máquina genética – Aparelho computadorizado, utilizado nos mapeamentos automáticos de genes patológicos.

Microfotônica – Tecnologia que empregará a luz – e não o movimento dos elétrons – para criar aparelhos e dispositivos digitais. Os próprios computadores terão circuitos de luz em lugar de circuitos eletrônicos. Microfotônica também é o nome da ciência que desenvolve esse tipo de tecnologia.

Proteômica – Dá-se esse nome ao conjunto das proteínas de um organismo, assim como o genoma é o conjunto dos genes. Hoje a grande fronteira da Medicina é o genoma, mas ele dará lugar ao proteoma.

Psicofísica – Ciência que estuda meios de conectar um espectador a aparelhos ou programas eletrônicos de modo a provocar emoções em sua mente. Hoje se provocam sensações visuais e sonoras em um filme ou em um game e, dentro de mais alguns anos, será possível transmitir aromas ao espectador. Da mesma forma, a psicofísica tenta tornar possível incutir medo, estresse ou alegria diretamente no cérebro da platéia. Massa!

Qbit – Unidade básica de informação dos computadores quânticos. Os Qbits (pronuncia-se Quiubits) poderão ser simbolizados pelo sentido da rotação de um único elétron em um único átomo.

Realidade virtualizada – Cena criada por uma filmagem completa de um objeto por todos os lados. Isso criará um gênero inédito de entretenimento, pois o espectador poderá escolher de que maneira quer ver um jogo: como se estivesse no lugar do juiz, junto do goleiro, ou voando 30 metros acima do campo. A pessoa pode não apenas ter a sensação de que está dentro do gramado como também se afastar para ter uma visão de conjunto. As cenas tanto poderão ser vistas em telas planas, quanto em telas tridimensionais.

Remédios inteligentes – Medicamentos quimicamente orientados para agir apenas nas partes necessárias ao combate de uma doença. Já existem drogas desse tipo em testes.

Sistema viário inteligente – Estrada dotada de sensores e terminais de computador, na qual carros e caminhões poderiam se deslocar sem a intervenção do motorista. A estrada controlaria automaticamente a velocidade, as acelerações, as freadas e os eventuais desvios dos veículos. Também daria indicações constantes sobre o trânsito à frente e a melhor rota para chegar ao destino.

Spintrônica – Ciência da rotação (spin, em inglês) dos elétrons. Graças à spintrônica, os modelos lançados este ano pela IBM aumentaram sua velocidade de operação de 5 para 35 megaherz. Neles, o acesso à memória magnética é mais rápido. Isso se consegue com a possibilidade de alterar mais rapidamente o spin dos elétrons.

Teletransporte – Envio de objetos ou de seres vivos de um lugar para outro em velocidade muito próxima à da luz. Funciona assim: o objeto a ser deslocado tem de ser desmaterializado para que sua exata constituição seja determinada. Ele se transforma em uma mensagem codificada que, depois, será usada para reconstruí-lo no local de destino. O corpo original, nesse exato instante, simplesmente desaparece. Fazer isso com um organismo vivo, como em Jornada nas Estrelas, é teoricamente possível, embora seja tarefa que exigirá computadores muitíssimo avançados. Mas, dentro de apenas duas ou três décadas, já será viável codificar um texto ou uma imagem na forma de elétrons e depois teletransportar essas partículas para onde se queira. As leis quânticas asseguram que a cópia será absolutamente exata, sem possibilidade de erros na transmissão.

Válvula spintrônica – Dispositivo que acelera o acesso à memória fixa (ou magnética) dos computadores. Dentro de apenas dois ou três anos, essa peça deverá eliminar a necessidade de as máquinas terem memória RAM (eletrônica). Com isso, os micros não gastarão tempo carregando programas da memória magnética para a eletrônica, como hoje (ver Spintrônica).

Veículos autônomos – Aviões, helicópteros e outros veículos dotados de visão própria e sensores de movimento para se mover por conta própria. Orientados por satélites de navegação (como o Global Positioning System, o GPS), eles usariam braços mecânicos teleguiados para realizar uma série de atividades em lugares de acesso difícil. Poderão realizar filmagens no esgoto urbano ou fazer análises químicas dentro de um vulcão. Esses veículos serão infinitamente mais espertos que o robô Sojourner, que andou em Marte depois de voar até dentro da nave Pathfinder.

Visão digital – Capacidade de um computador ou um robô identificar objetos, podendo distinguir uma caixa de sapatos de uma embalagem de camisas, ou um cidadão de outro.

Wearable – Computadores que virão embutidos nas roupas. Quase todos os objetos, daqui para a frente, passarão a incorporar chips em quantidade crescente. Ternos, jaquetas, mochilas e bolsas terão bolsos-emails, golas-pagers e botões-câmeras digitais. Vai ser um barato (esse termo ainda é usado?).

Webtop – Programa pelo qual o dono de sites ou de homepages na Internet poderá colocá-los no ar e operá-los, não importa de onde esteja. Será mais um passo na universalização da Weird Wild Web – ops! – World Wide Web.

XML – Programa avançado de busca na Internet, capaz de fornecer informações que se autodescrevem. Ou seja, você não precisará mais abrir uma pasta do computador para ver o que ela contém: o conteúdo estará descrito no próprio título, por meio de um código ultracondensado, atualmente em estudos.