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O que se sabe sobre a “doença misteriosa” que já matou 143 pessoas no Congo

Testes ainda estão sendo analisados e equipes da OMS já se encontram no local, mas pouco se sabe ainda sobre a crise.

Por Manuela Mourão
6 dez 2024, 19h00

A República Democrática do Congo entrou em alerta máximo de saúde na quinta-feira (5), após uma “doença misteriosa” ter infectado pelo menos 400 pessoas no país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) enviou especialistas para ajudar as autoridades de saúde locais nas investigações que buscam determinar a causa da doença.

Ainda não diagnosticada, a infecção foi relatada em Panzi, uma localidade na província de Kwango, no sudoeste do país. De acordo com o Ministério da Saúde do Congo, o número de mortes no mês de novembro para a doença chegou a 30 pessoas, segundo dados fornecidos à OMS. Porém, à Reuters, médicos locais afirmam que o número real se aproxima a 150 vidas. 

As vítimas registraram sintomas de gripe, que incluem febres altas, tosses e dores de cabeça agudas, disseram na segunda-feira (2) Remy Saki, vice-governador da província de Kwango, e Apollinaire Yumba, ministro provincial da saúde.

Os casos vêm sendo identificados desde o final de outubro e parecem afetar principalmente os mais jovens – menores de cinco anos parecem estar mais vulneráveis à cepa. Especialistas da OMS já no local alertam que a doença age no sistema respiratório, mas que não é Covid-19. Outras análises estão sendo feitas para descartar malária, sarampo ou influenza.  

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Jean Kaseya, chefe dos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), disse a repórteres que “os primeiros diagnósticos nos levam a pensar que é uma doença respiratória. Mas precisamos esperar pelos resultados laboratoriais”. Ainda lembrou  que há muitas coisas desconhecidas sobre a doença, incluindo se ela é realmente infecciosa e, se sim, como é transmitida.

O chefe do CDC ainda comentou sobre a discrepância de números anunciados sobre casos e mortes confirmadas, que variam muito dependendo da fonte. Segundo ele, isso é fruto de problemas com a vigilância das autoridades locais e com a definição exata do que entra na contagem de casos. O órgão, atualmente, conta 376 casos confirmados e 79 mortes. 

A região de Panzi sofre pelo difícil acesso a cuidados médicos e um sistema de saúde precário. Além disso, a população vive em situação de extrema pobreza: 40% não tem acesso à água potável, por exemplo.

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Localizada a 700 km da capital Kinshasa, a área é de difícil acesso. O time de epidemiologistas que fez o primeiro contato com a população e mapeou o problema demorou dois dias só para chegar lá. E, pela falta de laboratórios para pesquisa, os exames de sangue foram levados a Kikwit, a mais de 500 km de Panzi, para serem analisados, disse Dieudonne Mwamba, chefe do Instituto Nacional de Saúde Pública.

Kaseya explica que “o sistema de saúde é bastante fraco em nossas áreas rurais, mas para certos tipos de atendimento, o Ministério tem todas as provisões, e estamos aguardando os primeiros resultados da análise das amostras para calibrar os dados adequadamente”.

Os reforços da OMS se concentrarão na busca por respostas imediatas ao surto, o que inclui a coleta de amostras, a identificação de casos ativos, o tratamento de pacientes e a conscientização da população, disse a organização em comunicado

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A equipe também trabalhará com líderes comunitários para melhorar a vigilância da doença e promover medidas para prevenir a infecção, além de identificar e relatar possíveis novos casos.

“Nossa prioridade é fornecer apoio eficaz às famílias e comunidades afetadas. Todos os esforços estão sendo feitos para identificar a causa da doença, entender seus modos de transmissão e garantir uma resposta adequada o mais rápido possível”, disse Matshidiso Moeti, Diretora Regional da OMS para a África.

Além do surto da doença desconhecida, a República Democrática do Congo também sofre com casos de mpox (conhecida antigamente como varíola dos macacos). A OMS decretou estado de emergência de saúde pública internacional em agosto por conta do avanço da doença no país, que já somou 15.600 casos e 537 mortes.

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