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Onde tem peixe-do-paraíso não há mosquito

O peixe-do-paraíso, um peixinho ornamental de aquário, pode ser um grande aliado no combate aos insetos transmissores de doenças. É o que mostra a pesquisa realizada pela veterinária Márcia Jones da Costa, do Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo. Nos últimos onze anos, a veterinária estudou o comportamento do peixe e descobriu que, apesar de pequeno, ele tem um apetite de gigante. É capaz de comer até 140 larvas de insetos num único dia. Outra vantagem do comilão é a capacidade de sobreviver em rios e lagoas poluídas por esgoto industrial ou doméstico. O segredo está na respiração. Na falta de oxigênio na água, o peixe é capaz de retirar o gás diretamente do ar, por meio de um mecanismo conhecido como labirinto, localizado nas costas. Mas o importante mesmo é o combate aos insetos. “Ele é diferente de outros predadores, pois não demonstra entusiasmo por qualquer alimento que não sejam as larvas”, explicou a veterinária à SUPER. “Dessa forma, suas refeições não causam nenhum impacto ambiental negativo.”