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Pesquisa revela que um dos segredos para pessoas com vida longa pode estar no sangue

Indivíduos que chegaram aos cem anos mostraram níveis mais baixos de glicose, creatinina e ácido úrico.

Por Caio César Pereira
22 jun 2024, 12h00

Conceitos de passagem do tempo como o da imortalidade visto em filmes como o clássico de fantasia dos anos 80 Highlander são algo difícil de ser completamente compreendido para a nossa espécie. Podemos ainda não saber como viver para sempre, mas com o passar dos anos estamos vivendo cada vez mais, e um dos segredos para isso pode ser encontrado em nossas veias.

O que antes era algo incrivelmente raro, hoje, com o avanço da medicina, pessoas centenárias (aquelas que já passaram dos 100 anos) tem se tornado cada vez mais comum. Desde a década de 1970, o número de centenários praticamente dobra a cada dez anos, e de acordo com o Fórum Econômico Mundial, existem mais de 500 mil pessoas acima dos 100 anos no mundo inteiro. 

Diversos são os estudos que tentam entender o que está levando as pessoas a viverem mais, e uma nova pesquisa publicada na GeroScience, utilizou uma análise de biomarcadores presentes no sangue para entender como os centenários estão vivendo tanto.

Os resultados mostraram que os indivíduos que chegaram aos cem anos tendiam a ter níveis mais baixos de glicose, creatinina e ácido úrico a partir dos sessenta anos. Os valores medianos da maioria dos biomarcadores não eram tão diferentes entre centenários e não centenários, mas as pessoas com mais de cem anos raramente apresentavam valores extremamente altos ou baixos.

Os pesquisadores analisaram dados de 44 mil suecos, que passaram por avaliações de saúde entre 64 e 99 anos. Esses participantes foram acompanhados por até 35 anos através de registros suecos. Ainda deste grupo, 1.224 pessoas, ou 2,7%, viveram até os 100 anos, com a maioria (85%) sendo mulheres.

Depois, foram comparados os perfis de biomarcadores de pessoas que viveram além dos 100 anos com outras pessoas que tiveram uma vida um pouco mais curta, a fim de descobrir se existia algum tipo de ligação entre os biomarcadores e a possibilidade de viver até os 100 anos.

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O estudo incluiu doze biomarcadores sanguíneos relacionados à inflamação, metabolismo, função hepática e renal, além de potenciais indicadores de desnutrição e anemia. Estes biomarcadores já foram associados ao envelhecimento e à mortalidade em estudos anteriores.

O biomarcador relacionado a inflamação foi o ácido úrico, enquanto os biomarcadores relacionados ao metabolismo foram o colesterol total e a glicose. A creatina está ligada a função renal, a albumina é o marcador ligado à nutrição e a alanina é um dos biomarcadores associados à função hepática.

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Os pesquisadores exploraram quais biomarcadores estavam ligados à probabilidade de atingir 100 anos, e descobriram que uma relação entre pelo menos dez dos doze biomarcadores estudados, mesmo considerando idade, sexo e carga de doenças. Pessoas nos grupos mais baixos de colesterol total e ferro tinham menor chance de atingir 100 anos, e níveis mais altos de glicose, creatinina, ácido úrico e marcadores de função hepática também diminuem a chance de se tornar centenário.

Embora as diferenças absolutas fossem pequenas para alguns biomarcadores, elas eram um tanto mais substanciais para outros. Por exemplo, a diferença absoluta para o ácido úrico foi de 2,5 pontos percentuais. Ou seja, as pessoas no grupo com os níveis mais baixos de ácido úrico tinham uma chance de 4% de atingir 100 anos, comparado a chance de  1,5% no grupo com os maiores níveis de ácido úrico.

Os pesquisadores não sabem ainda ao certo quais são os elementos que interferem no nível dos biomarcadores, mas acreditam que seja uma mistura de genética, sorte e estilo de vida. Uma nutrição mais saudável e um controle sobre o consumo de álcool são fatores que podem influenciar para uma velhice mais longa.

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