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Saída para o aquecimento global é plantar 1 trilhão de árvores, diz estudo

Elas ocupariam 900 milhões de hectares, o equivalente a todo o território dos EUA; cientistas dizem que há espaço livre, e não seria preciso desalojar cidades nem áreas agrícolas

Reduzir as emissões de CO2 com a velocidade e a intensidade necessárias para frear o aquecimento global, evitando que ele alcance níveis perigosos, não será uma tarefa fácil. Por mais que os carros elétricos e as energias limpas tenham evoluído, o mundo ainda é extremamente dependente dos combustíveis fósseis – que em 2017 forneceram nada menos do que 81% de toda a energia consumida pela humanidade. Preencher isso com energia solar, eólica, geotérmica e nuclear não é trivial – e, no atual estágio de desenvolvimento dessas tecnologias, pode nem ser factível.  

Mas talvez seja possível resolver o problema de outro jeito: plantando mais árvores, para que elas absorvam o CO2 que jogamos na atmosfera. Cientistas do Instituto de Tecnologia de Zurique, na Suíça, calcularam quantas árvores precisariam ser plantadas: 1 trilhão. Elas ocupariam uma área de 900 milhões de hectares, o que equivale a todo o território dos EUA – e absorveriam 2/3 das emissões humanas de CO2, o que seria mais do que suficiente para frear o aquecimento global. 

De acordo com os pesquisadores, que fizeram os cálculos a partir de 78 mil imagens de satélite, há espaço para plantar todas essas árvores sem precisar desocupar áreas agrícolas e urbanas. Os países com maior potencial de reflorestamento são a Rússia (que poderia contribuir com 151 milhões de hectares), os EUA (103 milhões), o Canadá (78,4 milhões), a Austrália (58 milhões), o Brasil (49,7 milhões) e a China (40,2 milhões). 

Plantar 1 trilhão de árvores seria um esforço logistico e político monumental, sem precedentes na história do mundo – mas, em tese, exequível com os recursos e as tecnologias atualmente disponíveis. E, uma vez plantadas, as árvores se manteriam sozinhas, dispensando esforços posteriores. Não é um projeto qualquer. Mas é melhor do que sucumbir às mudanças climáticas – e, além de resolver o problema do CO2, deixaria o mundo mais feliz.