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Teste identifica múltiplos vírus de uma só vez

O Viroma, que faz parte da rotina do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, pode servir ao diagnóstico de infecções por coronavírus no Brasil.

Por Maria Clara Rossini Atualizado em 25 mar 2020, 12h14 - Publicado em 24 fev 2020, 17h32

Influenza, HIV e, mais recentemente, o coronavírus. O teste Viroma é o primeiro no Brasil a conseguir diagnosticar todos esses microrganismos ao mesmo tempo. Desde janeiro de 2020, ele faz parte da rotina do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O médico João Renato Rabello, que ajudou a desenvolver a tecnologia, conversou com a SUPER para explicar seu funcionamento.

Como o teste funciona?

Primeiro, recebemos uma amostra do paciente e extraímos   o RNA do vírus. Então, transformamos o ácido nucleico em DNA e fazemos o sequenciamento do material genético. Depois, é possível comparar essa sequência com um banco de dados internacional e verificar a qual vírus ele corresponde.

  • Por que o Viroma é mais vantajoso?

    A forma tradicional é detectar diferentes vírus individualmente. Existem testes de hepatite, febre amarela, chikungunya e outras doenças, uma de cada vez. Nesses testes, você precisa saber o que está procurando. Com o Viroma, a gente consegue todos esses agentes de uma vez só, o que é vantajoso em relação ao tempo e custo. Logo no primeiro mês de operação, a gente encontrou o arenavírus, que não aparecia desde a década de 1990. Ninguém suspeitava que ele podia estar infectando pacientes.

    Por que ele é importante no contexto brasileiro?

    Muitos vírus passavam despercebidos por não existir metodologia necessária para detectá-los. Com essa tecnologia, vamos conseguir saber a causa de mortes e doenças que antes ficavam no escuro. A sequência genética do coronavírus chinês, por exemplo, já está publicada e faz parte desses bancos internacionais. Podemos comparar uma amostra brasileira com esses dados e fazer o diagnóstico.

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