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Alexandre Versignassi

Por Alexandre Versignassi
Blog do diretor de redação da SUPER e autor do livro "Crash - Uma Breve História da Economia", finalista do Prêmio Jabuti.
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O sujeito que previu o smartphone em 1953

Normal. Qualquer um pode fazer especulações sobre o futuro. Mas, para ter alguma chance de acerto, você precisa seguir uma receita. Entenda qual.

Por Alexandre Versignassi Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
8 dez 2023, 10h13

“É pura especulação imaginar o futuro do telefone”, disse Mark R. Sullivan, presidente da Pacific Telephone & Telegraph Co, em 1953. “Mas aqui vai a minha profecia: em seu estágio final de evolução, ele será portátil. Talvez tão portátil quanto um relógio. 

“Provavelmente não terá disco, nem algo equivalente. Também acho que os usuários poderão se ver, caso queiram, enquanto falam. E, quem sabe, o aparelho poderá traduzir de uma língua para a outra”. 

A previsão é tão certeira que parece mentira. Mas não. Sullivan realmente foi entrevistado pela Associated Press em abril 1953, para dar seu pitaco sobre o futuro do telefone, e o conteúdo saiu em diversos jornais dos EUA, entre eles o Boston Globe

Era tudo chute, claro. Mas chutes bem informados. Tudo que havia em 1953 eram os telefones fixos, ligados por fios de cobre. Só que boa parte da magia já estava lá. 

Um telefone fixo converte ondas sonoras (variações na pressão do ar) em sinais elétricos, ou seja, mudanças na voltagem – a força que empurra os elétrons. Essa informação viaja pelos fios. Quando ela chega ao aparelho destinatário, acontece o inverso: os elétrons fazem vibrar um diafragma, e ele traduz tudo de volta para a forma de ondas sonoras.   

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A grande diferença entre a telefonia fixa e a celular é o modo de transmissão. Enquanto o fixo usa o fluxo de elétrons através de fios, o celular envia e recebe informação via ondas eletromagnéticas, que dispensam condutores. 

Em 1953, de qualquer forma, a transmissão por ondas eletromagnéticas já estava bem desenvolvida. O telégrafo sem fio tinha sido criado por Guglielmo Marconi em 1894. Logo, era possível imaginar um telefone portátil, que operasse via ondas eletromagnéticas, transmitindo não apenas sons, mas imagens.

Mais: se dava para transformar a voz em sinais eletromagnéticos, e vice-versa, traduzir idiomas em tempo real, só com o input da fala, poderia ser um progresso natural – hoje acessível pelo Google Tradutor.

Como disse Elon Musk: “As únicas coisas realmente impossíveis são as que envolvem quebrar as leis da física. Tudo o que não quebra essas regras é possível, não importa qual seja a opinião de qualquer um. A física é a lei. O resto é recomendação.”

Levando em conta essa filosofia, o que dá para especular hoje sobre o futuro? Viagens no tempo, talvez. Voltar para o passado, ao que tudo indica, viola as leis da física. Mas ir para o futuro não.

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Aí é uma questão de engenharia. “Basta” criar uma máquina que alcance velocidades próximas à da luz. Embarque em uma, rodopie um mês pelo espaço a 1 bilhão de km/h e,  quando você voltar à Terra, terão se passado mil anos. Você foi para o futuro – o problema é que não daria para voltar, o que deve complicar a demanda pelas agências de turismo temporal.    

O ponto aqui é: para imaginar, e construir, o futuro, você precisa conhecer a ciência do presente. Propiciar isso de forma palatável, divertida, é a missão de cada um dos conteúdos aqui da Super. E assim será para sempre.

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